Decarlos Brown, o autor do esfaqueamento da refugiada ucraniana Iryna Zarutska, de 23 anos, admitiu o crime em ligação telefônica com a irmã dele, Tracey Brown. O jornal norte-americano Daily Mail divulgou o áudio da conversa, que ocorreu em 28 de agosto, seis dias depois do assassinato da jovem em um trem em Charlotte, nos Estados Unidos.
“Machuquei minha mão, esfaqueando ela”, diz o homem à irmã. “Eu nem conheço a mulher, nunca disse uma palavra para a mulher. Isso é assustador, não é? Por que alguém esfaquearia outra pessoa sem motivo?”
As autoridades federais anunciaram que Brown foi denunciado por cometer um ato que resultou em morte em sistema de transporte público. Ele também responde na Justiça estadual por homicídio em primeiro grau.
Zarutska fugiu da guerra na Ucrânia em 2022, em busca de segurança nos EUA. O assassinato, de acordo com as autoridades, foi “aleatório e não provocado”. Imagens da câmera de vigilância do trem mostram a jovem, ainda com o uniforme da pizzaria onde trabalhava, acuada diante do agressor pouco antes do crime.
Assassino de ucraniana fala em “controle mental” do governo
Segundo familiares, Brown tem histórico de problemas mentais. Na ligação, ele alegou que o governo teria implantado “materiais” em seu cérebro que controlariam suas ações. Ele chegou a pedir que os investigadores analisassem essa hipótese e afirmou que esses elementos seriam responsáveis por seu comportamento violento.
Durante a conversa, Tracey Brown questiona o motivo do ataque, classificando-o como sem sentido. “De todas as pessoas, por que ela?”, perguntou. “Ela é da Ucrânia, ela é da Rússia, e eles tiveram uma guerra contra os Estados Unidos, então estou apenas tentando entender, de todas as pessoas, por que ela?”
O homem respondeu: “Eles simplesmente atacaram ela, foi isso que aconteceu”, disse. “Quem quer que estivesse controlando os materiais, atacou ela. É só isso. Agora eles realmente precisam investigar a que meu corpo foi exposto… Agora eles têm que investigar quem estava por trás do que aconteceu.”