A Faculdade de Direito da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, afastou o professor e advogado Carlos Portugal Gouvêa de suas funções como docente visitante, depois que o brasileiro teve problemas com a polícia por efetuar disparos com uma arma de chumbinho perto de uma sinagoga vizinha à sua casa.
Segundo informações da polícia, os disparos não atingiram o templo, mas ocorreram em seu entorno. O caso ocorreu em meio ao Yom Kipur, data sagrada para o judaísmo. Conforme as autoridades locais, o vidro de um carro foi quebrado pelos disparos.
A polícia prendeu Gouvêa em Brookline, no Estado norte-americano de Massachusetts, na última quarta-feira, 1º. A polícia liberou o professor depois de prestar depoimento. Ele deverá responder a um processo referente ao caso.
O professor está em Harvard desde setembro deste ano e ocupa, desde 2011, o cargo de docente de direito na Universidade de São Paulo (USP).
Além da atuação em Harvard, Gouvêa possui doutorado pela mesma instituição e leciona disciplinas como direito empresarial, direito dos contratos e governança corporativa na USP.
Versão do professor
Gouvêa afirmou que não cometeu ato de antissemitismo, alegando que procurava caçar ratos na área.
Ele se declarou inocente perante as autoridades, que o liberaram em seguida, mas o acusam formalmente de disparo ilegal de arma de chumbinho, conduta desordeira, perturbação da paz e dano malicioso à propriedade.
Depois da divulgação do caso, os perfis do professor nas redes sociais ficaram indisponíveis na noite deste sábado 4.
O escritório PG Law também removeu o nome dele do site; ele é sócio-fundador da empresa, que se define como uma “boutique jurídica multidisciplinar”.
Gouvêa também é presidente do IDGlobal, centro de estudos dedicado a assuntos socioambientais.