O Hamas assumiu, nesta terça-feira, 9, a autoria do ataque a tiros em Jerusalém realizado na véspera, que matou seis pessoas e deixou mais de dez feridos. Os atiradores foram identificados como Muhammad Taha e Muthanna Amro, ambos ligados ao grupo terrorista, informou comunicado divulgado pelo próprio Hamas.
De acordo com a polícia de Israel, os dois homens chegaram de carro ao trevo de Ramot e dispararam contra quem aguardava em um ponto de ônibus, por volta das 10h15 do horário local (4h15 em Brasília). Um segurança e um civil reagiram, o que resultou na morte dos agressores, que portavam armas, munições e uma faca no momento do crime.
Logo depois do ocorrido, o Hamas elogiou os autores do ataque, os quais chamou de “combatentes da resistência”, mas só reivindicou a responsabilidade formalmente no dia seguinte. O grupo palestino Jihad Islâmica também celebrou a ação, sem, contudo, assumir autoria.
The 6 victims of today’s terror attack in Jerusalem.
Sarah (Saritah) Mendelson, 60
Rabbi Levi Yitzhak Pash
Yaakov Pinto, 25
Rabbi Mordechai Shteintzag, 79
Israel Mencer, 28
Rabbi Yosef David, 43May their memories forever be a blessing. pic.twitter.com/nKIGWBXYy3
— Amit Segal (@AmitSegal) September 8, 2025
A Autoridade Palestina, que administra parte da Cisjordânia, condenou o ataque e declarou rejeitar “qualquer dano a civis palestinos e israelenses”, assim como “todas as formas de violência, independentemente de sua origem”. A entidade também afirmou que apenas a conquista de um Estado independente palestino pode garantir a interrupção da violência regional.
Israel promete retaliação ao Hamas depois de atentado
Em reação ao atentado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, prometeu retaliação. Ele afirmou, em comunicado, que “um poderoso furacão atingirá os céus da cidade de Gaza”. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu esteve no local do ataque e declarou que o país trava “uma poderosa guerra contra o terror”.
Netanyahu acrescentou que os habitantes da Cidade de Gaza devem deixar a área imediatamente e frisou que Tel Aviv já destruiu 50 prédios em Gaza sob a justificativa de uso pelo Hamas. As famílias dos atiradores, originários de Qatanna e Qubeiba, vilarejos ao norte de Jerusalém, tiveram as casas marcadas para demolição. Israel também revogou autorizações de trabalho de diversos moradores dessas localidades.