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Governo demite presidente do INSS por não avançar com redução da fila

Governo demite presidente do INSS por não avançar com redução da fila

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demitiu nesta segunda-feira (13) o presidente do INSS, Gilberto Waller, por causa da dificuldade de avançar com a redução da chamada “fila do INSS” de espera por benefícios. Ele assumiu o cargo pouco depois da descoberta do escândalo de desvio de cobranças irregulares de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.

No lugar dele, o presidente efetivou a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira, que ocupava o cargo de secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

“Agradeço a Gilberto Waller pela importante contribuição nesse período e dou as boas-vindas à Dra. Ana Cristina. Ela tem o perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula, que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás. Sua nomeação também entrega o comando do Instituto nas mãos de seus próprios servidores. Tenho a alegria ainda de anunciar mais uma mulher para a alta cúpula do órgão, que já tem quatro diretoras”, disse o ministro Wolney Queiroz.

Waller ainda não se pronunciou oficialmente sobre a demissão.

Waller foi nomeado para o comando do INSS em abril do ano passado no lugar do então presidente Alessandro Stefanutto, demitido por Lula após pressão de alas do governo por suspeita de envolvimento no escândalo descoberto pela Polícia Federal nas investigações que levaram à deflagração da operação Sem Desconto. As apurações apontam que ele recebia propina do esquema criminoso que vitimou aposentados e pensionistas.

Internamente, o governo considera que Waller cumpriu o trabalho de colocar o INSS em ordem após a demissão de Stefanutto e as apurações da Polícia Federal. No entanto, segundo o motivo apontado pelo ministro da Previdência, o executivo não conseguiu reduzir a fila para análise e concessão de benefícios a aposentados e pensionistas.

Dados oficiais apontam que a “fila do INSS” tem, até o mês de março, 2,7 milhões de pessoas em espera. Foi uma queda de cerca de 300 mil pedidos na comparação com março, mas, ainda assim, considerada alta pelo governo principalmente por conta da proximidade com o início da campanha eleitoral.

Em conversa com jornalistas pouco depois de ser informado da demissão, Waller disse que foi pego de surpresa com a decisão do governo e que a fila nunca foi reduzida no patamar que ocorreu durante sua gestão.

Mais informações em instantes.

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