Nesta sexta-feira (10), a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina e a Universidade Federal do Piauí (UFPI) lançaram oficialmente o projeto PET Saúde Digital, uma iniciativa nacional que busca promover a inclusão tecnológica no SUS. O projeto tem como foco capacitar profissionais e pacientes para o uso de ferramentas digitais em serviços de saúde, além de monitorar e aprimorar os sistemas já utilizados pela rede. A ação será implantada em 8 unidades básicas de saúde (UBS) e 2 CAPS da capital.
Nesta primeira etapa, a equipe de monitoria da UFPI está realizando o diagnóstico situacional das unidades selecionadas e passando por capacitação técnica. O objetivo é oferecer suporte educativo para profissionais e usuários que ainda enfrentam dificuldades com o uso de tecnologias digitais, promovendo letramento digital, ampliando o acesso às soluções já disponíveis e contribuindo para a melhoria dos processos de trabalho nas unidades.
A coordenadora do projeto de extensão PET Saúde Digital da UFPI (campus Teresina) prof Maria Zélia de Araújo Madeira explica que a proposta vai além da capacitação técnica. “Vamos desenvolver estratégias que envolvem saúde digital, monitorar os aplicativos da FMS e promover o letramento digital. A universidade é um espaço de ensino, mas também tem um papel extramuros. Nosso compromisso é socializar esse conhecimento para que todos tenham acesso e saibam utilizar essas ferramentas”, afirmou.
Zélia Madeira explicou ainda que o projeto é fruto de uma ação de extensão da UFPI, selecionada pela Secretaria Nacional de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), em parceria com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES). “Com a união entre universidade e gestão pública, o PET Saúde Digital busca transformar a relação entre usuários e serviços de saúde, promovendo inclusão digital, eficiência nos atendimentos e decisões baseadas em dados”.
A presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, reforçou o apoio à iniciativa e lembrou que o município de Beneditinos, onde atuou como secretária de saúde, foi um dos pioneiros na implantação do PET Saúde Digital. “O SUS é muito mais do que atendimento assistencial. Ele tem impacto direto na vida de milhares de pessoas. É preciso entender sua complexidade, o que gera saúde, o que gera problemas e lutar por soluções. Vejo a tecnologia como uma aliada para aprimorar os nossos processos de trabalho”, declarou.