Teresina - Piauí sábado, 15 de agosto 34°C
Destaque / Internacional

Flotilha de Greta Thunberg não continha ajuda humanitária

Israel interceptou 40 embarcações que faziam parte da Global Sumud Flotilla, com ativistas que diziam estar levando ajuda humanitária a Gaza. Entre eles estava Greta Thunberg, que foi detida, como os outros, e, segundo Israel, mantida em condições seguras, será deportada.

A última embarcação foi interceptada nesta sexta-feira, 3. Mas a missão de levar alimentos e medicamentos aos civis em Gaza era apenas um pretexto, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

O porta-voz Dean Elsdunne inspecionou as embarcações e, em um dos maiores navios da flotilha, afirmou que não havia um mantimento sequer para ser distribuído. As dependências estavam vazias. O mesmo ocorria no restante dos barcos.

A afirmação oficial do ministério é que nenhuma das 40 embarcações levava ajuda humanitária.

“Nunca se tratou de levar ajuda a Gaza”, afirmou Elsdunne. “Tratava-se das manchetes e dos seguidores em redes sociais.”

Ha ainda outras flotilhas, conjuntos de embarcações, que zarparam com o objetivo declarado de contribuir com ajuda humanitária.

A Freedom Flotilla Coalition informou que o barco Conscience partiu da Itália na quarta-feira, 2, com cerca de cem pessoas que se dizem ativistas. Segundo relato do grupo, muitos passageiros são “profissionais de saúde e jornalistas”.

Da Itália, também saíram outros oito barcos, há quase uma semana. Somados ao Conscience, todos estão atualmente perto de Creta. As redes sociais da Sumud Flotilla X, outra flotilha, relatam que 45 barcos partiram do Porto de Arsuz, na Turquia, rumo a Gaza.

Integrantes da flotilha de Greta Thunberg queriam entrar em Gaza

Ainda não há confirmação oficial do destino das embarcações. Mas autoridades israelenses estão em alerta, e, caso elas ultrapassem uma zona de segurança marítima, serão interceptadas e os seus ocupantes, deportados.

Momentos antes de interceptar a flotilha com Greta, o Ministério das Relações Exteriores relata ter oferecido uma alternativa de rota que não violasse a zona de segurança.

“Israel informou à flotilha que está se aproximando de uma zona de combate ativa e violando um bloqueio naval legal”, publicou o ministério no X. O “único propósito” da flotilha era “provocação”, completou. Os ativistas, porém, insistiram, de acordo com o governo israelense, em entrar diretamente por Gaza, o que não era permitido.



Via Revista Oeste

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.