Em agenda de campanha em Boa Vista-RR, Flávio Bolsonaro (PL) criticou o ministro Flávio Dino e classificou como “interferência política” a ação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira para rastrear emendas destinadas ao financiamento do filme Dark Horse.
Na avaliação do candidato, a operação teria relação com seu desempenho nas pesquisas eleitorais. “É uma interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino sobre as eleições.”
Flávio também negou qualquer irregularidade na produção da cinebiografia sobre Jair Bolsonaro e afirmou que não houve dinheiro público no projeto.
“Não há absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público. Podem revirar do avesso de cima para baixo, trás para frente, um lado pro outro, de ponta cabeça, que não vai ter nada”, afirmou.
A declaração ocorreu após a Operação Make Up, deflagrada pela PF para investigar suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção de Dark Horse. A operação foi autorizada por Dino.
Ao todo, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os principais alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, responsável pelo filme.
O caso envolve recursos públicos destinados a entidades relacionadas à produção da obra. A PF investiga o caminho das verbas e possíveis irregularidades na aplicação dos recursos.
Durante a agenda em Roraima, Flávio também falou sobre a composição do STF caso seja eleito. O senador afirmou que pretende indicar ao menos quatro novos ministros durante o mandato e disse que um deles deverá conhecer as demandas do Estado.
Segundo Flávio, questões ambientais e o que classificou como “burocracias e perseguições ideológicas” dificultam o desenvolvimento de Roraima.
A declaração ocorre no momento em que o senador transformou a composição do STF em um dos principais pontos de sua campanha. Em ato recente na Avenida Paulista, Flávio afirmou que indicará cinco ministros caso seja eleito e associou a mudança à saída de Alexandre de Moraes da Corte.