O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera a arrecadação eleitoral entre os principais nomes que disputam o Palácio do Planalto. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a campanha do candidato já registrou R$ 44,3 milhões em recursos.
A maior parte desse valor foi repassada pelo próprio PL. Ao todo, R$ 42 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), verba pública distribuída aos partidos para custear as eleições.
O presidente Lula (PT) aparece na segunda colocação, com R$ 35,9 milhões registrados. Cerca de R$ 35 milhões foram destinados pelo PT por meio do fundo eleitoral. Outros R$ 150 mil foram repassados pela legenda com recursos do Fundo Partidário.
A diferença entre os dois primeiros colocados é de aproximadamente R$ 8,4 milhões.
Caiado e Zema aparecem na sequência
O governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) ocupa o terceiro lugar, com R$ 6,6 milhões arrecadados. Cerca de 62% dos recursos relacionados à candidatura foram destinados inicialmente à direção nacional do PSD, e não diretamente à campanha.
Romeu Zema (Novo), por sua vez, registra R$ 3,4 milhões. O Novo respondeu por R$ 3 milhões do montante por meio do fundo eleitoral.
Na quinta posição está Renan Santos (Missão), com aproximadamente R$ 1,3 milhão. O candidato tem perfil de arrecadação diferente dos concorrentes: cerca de 92% dos recursos registrados vieram de financiamento coletivo.
Augusto Cury (Avante) aparece na última colocação entre os seis principais presidenciáveis, com R$ 317 mil. Desse total, R$ 250 mil foram destinados pelo próprio candidato, o equivalente a cerca de 78% da arrecadação. O Avante repassou outros R$ 50 mil.
Recursos podem aumentar até a eleição
Os números foram consultados no sistema Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do TSE e podem mudar ao longo da campanha. As candidaturas podem receber recursos até o dia da votação, marcada para 4 de outubro.
A legislação permite que o dinheiro seja utilizado em despesas como publicidade, produção de materiais, contratação de pessoal, deslocamentos, aluguel de espaços e estrutura dos comitês.
Doações empresariais e recursos de origem estrangeira são proibidos pela legislação eleitoral. As campanhas também precisam declarar à Justiça Eleitoral a origem e a aplicação dos valores recebidos.
A prestação parcial de contas deve ser enviada à Justiça Eleitoral entre esta quarta-feira (9) e domingo (13). A prestação final deverá ser apresentada até 14 de novembro.
No cenário eleitoral, os valores de arrecadação não correspondem diretamente ao desempenho nas pesquisas. Levantamento Datafolha divulgado na semana passada apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio, com 33%.