O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passa por um processo de “bidenização” e atribuiu ao petista o desgaste da relação entre Brasil e Estados Unidos. Durante entrevista, o senador também reafirmou sua candidatura, defendeu o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e apresentou propostas para reduzir os gastos públicos em um eventual governo.
Ao comentar sobre o presidente petista, Flávio declarou que Lula “está completamente Biden” e afirmou que o termo faz referência ao raciocínio e às ideias do chefe do Executivo, e não à idade. A comparação com Joe Biden remete às críticas dirigidas ao ex-presidente norte-americano por adversários entre 2023 e 2024 por lapsos de memória, troca de nomes e dificuldades durante discursos.
“É um processo de ‘bidenização’ que é perigoso para o Brasil. Não falo de idade cronológica, mas de raciocínio, ideias atrasadas, alguém que não está conectado ao mundo real”, disse em entrevista ao podcast Market Makers na quinta-feira (6).
Flávio Bolsonaro culpou Lula pela condução da política externa do governo federal teria que teria levado o Brasil ao isolamento internacional e provocado o enfraquecimento das relações com os Estados Unidos. O senador também descartou qualquer possibilidade de desistir da disputa presidencial ou abrir espaço para outro nome da direita, negando erros em sua campanha.
Na área econômica, o presidenciável afirmou que sua equipe prepara um conjunto de medidas para conter despesas e reorganizar as contas públicas caso seja eleito. De acordo com Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e sua aliada, o grupo já elabora propostas de emenda à Constituição e projetos de lei que seriam encaminhados durante o período de transição de governo.
“Passada a eleição, ainda na transição, já estamos preparando projetos. Parte precisa de emenda constitucional, parte dá para fazer por projeto de lei para botar as contas no lugar”, afirmou Daniella sendo emendada por Flávio de que o Brasil “se endivida R$ 8 bilhões por dia” em razão da atual taxa Selic. Ele ainda defendeu um ajuste fiscal como caminho para reduzir os juros e equilibrar as finanças públicas.
Flávio Bolsonaro também saiu em defesa do irmão ao comentar a taxação imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o senador, Eduardo manteve diálogo com autoridades norte-americanas sobre democracia e liberdade de expressão, mas não participou de qualquer articulação para estimular a adoção das tarifas.
“Ele merece ser reconhecido pela coragem. Em nenhum momento o Eduardo trabalhou para prejudicar o Brasil”, declarou.
Na avaliação do candidato, a decisão dos Estados Unidos foi consequência da condução da política externa do governo Lula, e não da atuação do ex-deputado junto às autoridades americanas.