O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, criticou o governo da Nicarágua depois de o ditador Daniel Ortega anunciar o fim das eleições previstas para 2027. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar classificou o país centro-americano como uma “ditadura assumida” e vinculou o regime ao histórico de apoio da esquerda brasileira.
“Isso não é um governo, é o sequestro de um país. Agora, a Nicarágua é uma ditadura assumida”, escreveu Flávio Bolsonaro em sua conta no X, na terça-feira (21).
Na mesma publicação, o senador afirmou que o modelo político adotado por Ortega é admirado por setores da esquerda brasileira. “E é esse o modelo e os ‘líderes’ que a esquerda brasileira admira. Aqui, nossa bandeira jamais será vermelha!”, acrescentou.
Flávio resgata apoio de Lula a Ortega e a ditadores da América Latina
As declarações do senador fazem referência à proximidade histórica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Daniel Ortega. Ao longo dos últimos anos, o petista manifestou apoio ao governo nicaraguense e também manteve relações políticas com outros líderes da América Latina, como Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Na publicação, Flávio compartilhou um vídeo com declarações antigas de Lula sobre a Nicarágua. O material reúne momentos em que o presidente brasileiro defendeu o regime liderado por Ortega e minimizou críticas relacionadas à falta de liberdade política no país.
Ortega está no poder de forma ininterrupta desde 2007. Antes disso, o líder sandinista governou a Nicarágua entre 1979 e 1990, período iniciado após a Revolução Sandinista.