Flávio promete mais de 500 mil vagas em presídios: ‘El Salvador é pouco’

Candidato à Presidência defende castração química para estupradores e abusadores e pena mínima de oito anos, com trabalho obrigatório, para ladrões de celular.

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Flávio Bolsonaro durante discurso em evento político em São Paulo, onde apresentou propostas para ampliar o sistema prisional brasileiro.
Flávio Bolsonaro (PL) prometeu criar mais de 500 mil vagas em presídios e endurecer as punições contra criminosos durante evento realizado em São Paulo, na terça-feira (13). | Foto: © Vittor Sales/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro (PL) prometeu criar mais de 500 mil vagas em presídios e endurecer as punições contra criminosos caso seja eleito presidente da República. Durante um evento em São Paulo, nesta terça-feira (13), o candidato defendeu castração química para autores de crimes sexuais, pena mínima de oito anos e trabalho obrigatório para condenados por roubo de celular. Ao comparar suas propostas com a política de segurança de Nayib Bukele, presidente de El Salvador, disparou:

“Eu estou achando que El Salvador é pouco”.

A declaração foi feita durante uma agenda no Clube Atlético Monte Líbano, na zona sul da capital paulista. Flávio afirmou que discute as medidas com Guilherme Derrite (PP-SP), eleito senador por São Paulo em 4 de outubro.

Mais de 500 mil vagas em presídios e penas mais severas

Ao detalhar suas propostas, Flávio afirmou que pretende ampliar drasticamente a capacidade do sistema penitenciário brasileiro, permitindo que condenados permaneçam presos por mais tempo.

“Vou fazer mais de meio milhão de vagas em presídios pra prender desde estuprador e abusador de mulher e criança”.

Ao tratar de estupradores e abusadores de mulheres e crianças, Flávio defendeu castração química e mais tempo de prisão:

“Vai sofrer castração química e vai ficar preso muito mais tempo.”

Em seguida, ao falar dos ladrões de celular, o candidato defendeu pena mínima de oito anos e trabalho obrigatório durante o cumprimento da condenação:

“Ladrão de celular, a gente vai mudar a lei do Congresso, vai ser no mínimo oito anos de cadeia. Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar pra dar valor a como é difícil comprar um celular.”

As medidas anunciadas incluem ampliação das vagas prisionais, penas mais longas e mudanças nas regras de cumprimento das condenações. Para colocar as propostas em prática, Flávio pretende promover alterações na legislação caso vença a eleição.

‘El Salvador é pouco’: Flávio usa política de Bukele como referência

A declaração sobre El Salvador reforça a intenção do candidato de seguir a linha de segurança pública adotada pelo presidente Nayib Bukele.

Durante a campanha presidencial, Flávio Bolsonaro se reuniu com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça de El Salvador, para discutir as políticas implementadas no país centro-americano.

O senador prometeu adotar medidas inspiradas no governo salvadorenho no Brasil, caso seja eleito.

Ao afirmar que “El Salvador é pouco”, Flávio sinalizou que pretende ir além das iniciativas usadas como referência em seu discurso de campanha.

Tarcísio, Ricardo Nunes e aliados participam de evento em São Paulo

Flávio participou, na noite de terça-feira, da abertura do Grande Encontro do Associativismo, que reuniu representantes do comércio, da indústria e do agronegócio no Clube Atlético Monte Líbano.

O evento contou com a presença do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques.

Também participaram parlamentares eleitos no primeiro turno, em 4 de outubro, entre eles Lucas Pavanato, eleito deputado federal, e Eduarda Campopiano, eleita deputada estadual. Ambos são filiados ao PL.

A passagem de Flávio por São Paulo incluiu outras articulações políticas. No início da tarde, o candidato recebeu o apoio da ala majoritária do MDB em uma reunião no escritório de campanha utilizado por Tarcísio.

Mais tarde, Flávio se reuniu com motoboys em um encontro fora de sua agenda oficial. A reunião foi articulada por Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes.

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