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Saúde

Fim da idade máxima: pessoas com mais de 70 anos agora podem doar sangue

Novas normas buscam manter bancos de sangue abastecidos por mais tempo (Aman Chaturvedi/Unsplash)
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A partir de outubro, uma antiga regra que limitava a doação de sangue no Brasil deixará de existir: quem já tinha o hábito de contribuir com bancos de sangue poderá continuar fazendo isso mesmo após os 70 anos, desde que permaneça saudável.

A nova normativa faz parte de uma portaria publicada em julho que alterou uma série de regras sobre a hemoterapia no Brasil, facilitando o acesso ao serviço e a manutenção de bons níveis nos estoques.

Entenda o que muda.

Como vai funcionar a doação acima dos 70 anos

Antes, mesmo pessoas que já eram doadoras habituais precisavam interromper o hábito após completar 70 anos. Com a nova regra, deixa de haver um limite rígido: basta que a pessoa esteja apta a retirar sangue sem prejuízo à própria saúde que a doação continua autorizada.

Há, no entanto, um ponto importante a considerar: a possibilidade de seguir contribuindo com os bancos de sangue após os 70 só foi liberada para os chamados , isto é, aquelas pessoas que já doavam antes de chegar a essa idade. Ela não se aplica a .

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A análise se o idoso está apto a doar cabe ao serviço de hematologia que realizará a coleta e é feita pelos próprios profissionais que atuam no local.

Por que idosos não podiam doar?

O velho limite às doações acima dos 70 anos se baseava na maior probabilidade de que idosos acima dessa idade viessem a ter Além de um risco maior de problemas crônicos que podem ser afetados pela perda temporária de volume sanguíneo, havia poucos estudos sobre a segurança de uma doação em idades avançadas.

Segundo o Ministério da Saúde, a flexibilização da regra responde ao aumento da expectativa de vida da população brasileira. Também existe uma confiança maior de que a doação é segura no caso de pessoas que já faziam isso regularmente antes de chegar aos 70.

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Portaria também mudou outras regras

A portaria publicada em julho, e que passa a valer em outubro, não se limitou aos limites de idade para doação. Outras novidades relevantes incluem:

  • Redução do tempo de espera para pessoas temporariamente impedidas de doar sangue, conforme o caso (em geral, situações que antes exigiam 6 meses de espera foram reduzidas para 4 meses, mas também há situações em que o tempo é de apenas alguns dias);
  • Mais exames de triagem para detectar doenças (testes que já eram usados para identificar problemas como HIV e hepatites virais também passam a contemplar a malária);
  • Prazo estendido para aproveitamento de concentrados de plaquetas (de 5 para 7 dias)

O detalhamento de todas as alterações pode ser conferido na própria portaria GM/MS 11.685/2026, que estabeleceu as novas normas.

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