O ex-prefeito de Embu das Artes (SP) Ney Santos (Republicanos) foi condenado a três anos e nove meses de prisão em regime semiaberto por transporte e posse ilegal de arma.
A decisão, referente a um caso de 2019, afirma que uma pistola calibre .380 com numeração raspada foi encontrada em um carro da prefeitura durante abordagem da PM. A sentença inclui ainda 13 dias-multa. Cabe recurso.
A defesa não respondeu o jornal Folha de S.Paulo até a publicação de uma reportagem. Nas redes sociais, Santos evitou citar a condenação, disse ser alvo de “ataques perto do período eleitoral” e afirmou que o processo é antigo, já foi anulado e “certamente será reformado”.
Segundo ele, o caso voltou a circular para confundir sua imagem e não gera inelegibilidade.
Figura influente na região, Santos já foi acusado de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) — algo que sempre negou — e foi condenado em 2021 por disparo de arma em via pública.
A trajetória do ex-prefeito de Embu das Artes

Ney Santos iniciou a carreira política em 2012, quando foi eleito vereador em Embu das Artes. Quatro anos depois, venceu a disputa para a prefeitura, com quase 80% dos votos, e se tornou uma das figuras mais influentes da região sudoeste da Grande São Paulo.
No comando do município, ampliou sua base eleitoral, apadrinhou aliados em cidades vizinhas — como Taboão da Serra — e consolidou forte presença no Republicanos.
A trajetória dele, porém, foi marcada por controvérsias. Ao longo da década, Santos foi alvo de investigações que o associavam ao PCC. Em 2021, foi condenado por disparo de arma de fogo em via pública. Também teve a chapa cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por abuso de autoridade, embora tenha conseguido se manter politicamente ativo.