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EUA podem exigir histórico de redes de turistas na Copa do Mundo

A exatos seis meses da Copa do Mundo de 2026, prevista para começar em junho nos Estados Unidos, no México e no Canadá, o governo norte-americano anunciou a possível exigência de que turistas apresentem o histórico de redes sociais dos últimos cinco anos para solicitar entrada no país. A proposta, revelada nesta quinta-feira, 11, seria uma das ações do governo Donald Trump para reforçar o controle de fronteiras em eventos internacionais de grande porte.

A medida foi submetida pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), vinculada ao Departamento de Segurança Interna, no sistema de autorização eletrônica de viagem (Esta), conforme publicação no Federal Register, o diário oficial norte-americano. O objetivo é cumprir uma normal assinada em janeiro que determina a inclusão obrigatória das informações de redes sociais no processo de solicitação para visitantes estrangeiros isentos de visto.

“Para cumprir a Ordem Executiva 14.161 de janeiro de 2025 (Protegendo os Estados Unidos de Terroristas Estrangeiros e Outras Ameaças à Segurança Nacional e à Segurança Pública), a CBP está adicionando as redes sociais como um elemento obrigatório de dados para a aplicação do Esta”, diz o texto oficial, conforme informado pela emissora CNN. “O elemento exigirá que os solicitantes do Esta forneçam suas redes sociais dos últimos cinco anos.”

Ainda não há definições claras sobre os critérios de análise do conteúdo das redes sociais nem quais tipos de publicações podem resultar na recusa de entrada. A regra afetaria cidadãos de 42 países participantes do Programa de Isenção de Visto dos EUA, entre eles Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Noruega, Portugal, Bélgica, Austrália e Nova Zelândia. O Brasil não integra essa lista de nações beneficiadas.

Fifa não comenta protocolo dos EUA para a Copa do Mundo

Questionada sobre o novo protocolo, a Federação Internacional de Futebol não se manifestou oficialmente. Já o analista sênior de políticas da Electronic Frontier Foundation, Matthew Guariglia, avaliou os possíveis impactos econômicos. “Se você começar a impedir que pessoas venham de férias para os Estados Unidos porque sua política pode ser um pouco à esquerda do centro, a economia vai ser afetada de uma forma ruim”, disse ao portal Front Office Sports.



Via Revista Oeste

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