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Estela Aranha doou para campanhas de Erika Hilton e Jean Wyllys

Ministra Estela Aranha, durante sessão plenária do Tribunal Superior Eleitoral | Foto: Luiz Roberto/TSE

Responsável pela decisão desta quinta-feira, 1º, que impôs censura à TV Globo e resultou no cancelamento do debate presidencial organizado pela emissora, a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem histórico de contribuir financeiramente em favor de candidatos da esquerda. Ela já doou dinheiro para campanhas de Erika Hilton e Jean Wyllys.

A doação mais recente feita pela magistrada se deu na disputa eleitoral de 2022. Na ocasião, Estela destinou R$ 750 para a campanha de Erika Hilton. Naquele ano, a candidata apoiada pela hoje ministra do TSE foi eleita deputada federal pelo Psol de São Paulo, partido e Estado pelos quais ela tenta se reeleger neste ano.

Em 2018, Estela doou para outro político então filiado ao Psol. Ela transferiu R$ 1 mil para a campanha de Jean Wyllys, que viria a conquistar o direito a exercer um terceiro mandato consecutivo como representante do povo do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados. Com a eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República, ele se disse ameaçado, desistiu da atividade parlamentar e se mudou para a Europa, onde morou em Berlin (Alemanha) e Barcelona (Espanha). Para este ano, Wyllys tenta voltar ao cargo de deputado federal, mas agora militando pelo PT paulista.

Um integrante do PT também contou com apoio financeiro de Estela. Nas eleições municipais de 2004, ela doou R$ 800 para a campanha de Nabil Bonduki, que concorria ao cargo de vereador em São Paulo. O petista não teve êxito, ficando apenas com a suplência. Assim como Hilton e Wyllys, Bonduki, que segue a defender o Partido dos Trabalhadores, busca se eleger deputado federal em 2026.

O site do jornalista Claudio Dantas publicou as informações sobre as doações feitas por Estela Aranha. Oeste confirmou os valores em registros da Justiça Eleitoral.

Estela Aranha pediu voto para Lula

Durante a disputa eleitoral de 2022, Estela Aranha foi além de colaborar financeiramente com Erika Hilton. Ela gravou vídeo em que pediu voto para o então candidato à Presidência da República pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

Advogada, Estela ganhou vez na estrutura do poder com a eleição de Lula. De janeiro de 2023 a março de 2024, atuou no Ministério da Justiça e Segurança Pública, tendo Flávio Dino como chefe. Passou pelas funções de assessora de ministro e secretária de Direitos Digitais.

Estela se tornou assessora especial do presidente da República no fim de setembro de 2024. Desempenhou a função até fevereiro de 2025, quando deixou o Palácio do Planalto para ser assessora no gabinete da presidência do TSE, momento em que a Corte tinha a ministra Cármen Lúcia como presidente.

Indicada por Lula, Estela Aranha tomou posse como ministra do TSE em 5 de agosto do ano passado. No cargo, resolveu acatar pedido do PT e vetou, por meio de decisão monocrática, a decisão da Globo de expor púlpito vazio para ilustrar a ausência do petista no debate. Para a magistrada, a emissora poderia “constranger” o candidato.

Diante do parecer de Estela e de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, que determinou a participação de Renan Santos (Missão) no evento, a Globo decidiu cancelar o debate presidencial. A emissora reclamou de “insegurança jurídica” e de “interferência indevida” na imprensa.

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