A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) acusou, nesta quinta-feira, 25, o jornalista Juca Kfouri, da Folha de S. Paulo, de demonstrar “antissemitismo”, em coluna na qual ele defende a exclusão de Israel da Olimpíada de Paris.
O artigo, intitulado Hipocrisia e emoções olímpicas, foi publicado na quarta-feira 24. No texto, Kfouri compara a situação na Faixa de Gaza à invasão russa na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.
A questão russa foi determinante para a exclusão desta Olimpíada, ressalta a entidade, por uma violação, segundo o Comitê Olímpico Internacional (COI), de uma norma do órgão, a partir da invasão da Ucrânia.
“Já na edição deste ano, sim, a Rússia foi banida pelo COI após a invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022 e violar ‘a integridade territorial do Comitê Olímpico Nacional da Ucrânia’.”
Ataque do grupo terrorista
A entidade considera que Kfouri omitiu o motivo que provocou a incursão das Forças de Defesa de Israel (FDI) à Faixa de Gaza.
“Caro Juca, em 7 de outubro de 2023, ao menos 1.500 integrantes do grupo terrorista palestino Hamas saíram da Faixa de Gaza e se infiltraram no sul de Israel, onde realizaram massacres e fizeram reféns.”
A federação mencionou também a violência cometida pelos terroristas, que ainda mantêm pessoas em cativeiro.
“A invasão culminou na morte de 1.200 pessoas e sequestro de mais 250, sendo que cerca de 120 deles seguem em cativeiro há 292 dias, passando por violações, estupros e tudo que um grupo terrorista é capaz de fazer.”
A Fisesp encerrou o texto com uma crítica à postura de Kfouri, o associando a um viés antissemita.
“Fazer este paralelo é um erro grosseiro que apenas inflama e propaga o antissemitismo, muito comum em diversas falas e manifestações de Juca Kfouri.”