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Entenda como o avião que ia para Israel não caiu

Netanyahu cumprimenta Yaniv Shapira, que ajudou a conter o copiloto | Foto: Instagram/PMO

O incidente no voo FZ1073, da Flydubai, quase provocou uma tragédia, nesta quarta-feira, 30. O Boeing 737 MAX 8 sobrevoava o espaço aéreo da Jordânia, na rota Dubai–Tel Aviv, quando sofreu a queda abrupta de altitude. Autoridades de Israel consideram que, com o objetivo de derrubar a aeronave, o copiloto esfaqueou o piloto, que segundo o Indian Express, se chama Smit Machchhar e é cidadão indiano. A aeronave chegou a perder quase 14 mil pés em menos de 30 segundos, segundo dados do Flightradar24 citados pela agência.

Só não caiu porque havia outra dupla de pilotos da Flydubai viajando a bordo, justamente para substituir a primeira em caso de imprevisto. Eles só conseguiram entrar porque, mesmo ensanguentado e caído no chão da cabine, o piloto acionou a liberação da porta do cockpit.

Isso também possibilitou a entrada de passageiros e de um tripulante, que dominaram o copiloto. Um deles foi o israelense Yaniv Shapira, que foi cumprimentado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao chegar de volta ao aeroporto Ben Gurion. Os passageiros ficaram sabendo da ocorrência ao ouvirem gritos vindos da cabine, perceberem a abertura da porta do cockpit e o comandante ferido.

“Estamos aqui agora, durante o sequestro de um avião”, disse um passageiro israelense, em vídeo gravado no celular, logo depois do copiloto ser contido. Ele parecia não ter a ideia exata da quantidade de agressores.

“Neste momento, conseguimos dominar os terroristas. Estamos nos aproximando do pouso. Quem estiver me ouvindo, precisamos de ajuda. Estamos pousando em Tabuk, aparentemente na Arábia Saudita, uma região desconhecida, que não conhecemos. No avião, todos estão sãos e salvos, exceto o piloto. Precisamos de ajuda.”

Um dos que também contiveram o copiloto foi o passageiro israelense Tzvika Manes, CEO da Barak Leumi, braço de mercado de capitais do Bank Leumi. “Minha filha mais nova estava no banheiro, e minha mulher ouviu barulhos na cabine”, disse ele à TV Kan, emissora pública israelense.

“Outro membro da tripulação entrou na cabine, viu o esfaqueamento e o colocou para fora. Três de nós pulamos sobre ele com toda a nossa força e o amarramos com os fones de ouvido do sistema multimídia; foi assim que conseguimos dominá-lo.”

Passageiros do avião que ia para Israel

Um médico no voo realizou os primeiros socorros no piloto. Alguns dos cerca de 180 passageiros também disseram que, aparentemente, o copiloto havia esfaqueado o comandante. Eles descreveram o momento como aterrorizante e alguns se lembraram, naqueles instantes, dos atentados de 11 de Setembro.

O comandante e o copiloto, cuja nacionalidade seria de Omã, que também sofreu ferimentos, foram levados ao hospital para tratamento. Depois, o copiloto permaneceu sob custódia das autoridades sauditas para ser interrogado.

Todos os passageiros saíram ilesos. Depois de cerca de oito horas no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, eles embarcaram em uma aeronave substituta enviada pela Flydubai e seguiram para Israel. Os únicos feridos oficialmente informados foram o comandante e o copiloto.

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