O julgamento dos três acusados pelo assassinato do ex-militar brasileiro Alisson Rodrigues, em junho de 2023, está marcado para começar nesta quarta-feira, 8, na cidade de Setúbal, em Portugal. O caso ganhou repercussão devido à brutalidade do crime e à troca de identidade da vítima, que foi morta por engano.
Entre as primeiras pessoas a deporem está Mayla Pertel, viúva de Alisson, que sobreviveu ao ataque quando revelou aos agressores que estava grávida. A filha do casal, Maria Alice, nasceu em novembro de 2023. “Que, no mínimo, eles paguem pelo que fizeram ficando presos. Porque o que fizeram é irreparável”, afirmou Mayla ao jornal O Globo.
Rodrigues, ex-paraquedista nascido em Fortaleza (CE) e criado no Rio de Janeiro, tinha 35 anos quando foi morto dentro de casa, na cidade de Grândola. Os autores do crime invadiram a residência do casal quando procuravam outra pessoa, mas dispararam contra Alisson, que tentou proteger Mayla depois que um dos assaltantes apontou uma arma para ela.
O brasileiro foi atingido por três disparos. Mayla também foi ferida por uma das criminosas, que usou uma barra de ferro para agredi-la e interrompeu os golpes apenas quando a vítima disse estar grávida. O casal planejava comemorar dez anos de união em dezembro de 2023. Mayla decidiu permanecer em Portugal como forma de homenagem ao marido.
Pena máxima em Portugal é de 25 anos
De acordo com Alessandra Fantoni, advogada de Mayla, os três réus respondem por vários delitos, sendo o homicídio qualificado agravado o mais grave, cuja pena varia entre 12 e 25 anos. “As penas somadas podem ultrapassar os 25 anos. Porém, em Portugal a pena máxima é de 25 anos”, explicou Alessandra ao O Globo.