A polícia de Manchester, na Inglaterra, investigou o atentado contra uma sinagoga nesta quinta-feira, 2, e revelou que os próprios agentes atingiram duas pessoas. As autoridades destacaram, contudo, que o agressor portava apenas uma faca.
O chefe da polícia, Stephen Watson, relatou que uma das pessoas mortas apresentava ferimento causado por tiro, mas não confirmou se esse foi o motivo do óbito. Entre os três hospitalizados, um sofreu ferimento por arma de fogo, sem risco à vida. Segundo Watson, os dois atingidos estavam próximos, atrás de uma porta da sinagoga, em um momento de intervenção policial.
Atuação policial e circunstâncias do atentado
Watson ainda reforçou que Jihad Al-Shamie, identificado como autor do ataque, não possuía arma de fogo. “Infelizmente, este ferimento pode ter sido sofrido como uma consequência trágica e imprevista da ação urgentemente necessária tomada pelos meus policiais para pôr fim a este ataque cruel”, afirmou Watson.
A polícia matou o agressor durante o confronto. Ele tinha 35 anos e era um cidadão britânico de origem síria. Não havia registros dele como ameaça em entidades antiterrorismo da Inglaterra, e o motivo do ataque ainda está sob investigação.
O ataque ocorreu durante o Yom Kippur, data de grande importância no calendário judaico, enquanto fiéis participavam de cerimônia religiosa. O governo britânico reforçou a segurança em centros judaicos depois do ocorrido, diante do impacto do ataque.
A polícia recebeu o chamado por volta de 9h30, com a informação de que um veículo avançou contra pessoas e um agressor esfaqueou várias delas. Os policiais neutralizaram o agressor em sete minutos. O homem vestia um colete que parecia conter explosivos, mas as autoridades depois confirmaram que não havia risco.
Vítimas, resposta e investigação
O suspeito não conseguiu entrar na sinagoga graças à ação rápida de uma testemunha, que alertou a polícia. As vítimas fatais foram Adrian Daulby, 53 anos, e Melvin Cravitz, 66. Um homem levou uma facada e está em estado grave. Outro foi ferido depois de ser atingido pelo carro. Já uma terceira pessoa chegou ao hospital com lesão provocada durante a ação para conter o ataque.
O atentado aconteceu na área externa da sinagoga, no norte de Manchester, coincidentemente no início dos serviços religiosos do Yom Kippur. A polícia afirmou que o templo estava cheio, mas que evacuou todos os presentes, sem causar ferimentos adicionais.
A polícia deteve três pessoas sob suspeita de envolvimento no ato terrorista: dois homens na casa dos 30 anos e uma mulher na faixa dos 60. As autoridades revistaram duas residências, uma próximo à sinagoga, em Crumpsall, e outra em Prestwich, a cerca de 3 km de distância.
Imagens feitas por uma testemunha mostram policiais armados apontando rifles para o suspeito caído, enquanto uma vítima ferida estava próxima. No vídeo divulgado nas redes sociais, um dos agentes gritava aos presentes: “Ele tem uma bomba, saiam daqui”.