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Diretor da PF critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e defende prisão de foragidos

Diretor da PF critica decisão dos EUA sobre PCC e CV e defende prisão de foragidos

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, classificou como um “equívoco” a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

A medida norte-americana, anunciada no final de maio, passou a vigorar oficialmente nesta sexta-feira (5). Em entrevista à TV Globo, Rodrigues destacou que terroristas “têm motivos ideológicos” enquanto o “crime organizado, em que pese aterrorizar as pessoas, busca o lucro”.

“E essa definição [como terroristas] é um equívoco, porque a estratégia de enfrentamento é diferente para um grupo e para outro grupo”, disse. Ele afirmou que a mudança não tem “nenhuma influência” nas políticas de combate ao crime no Brasil.

Apesar disso, o chefe da PF considera que a medida pode ampliar a cooperação com os EUA e auxiliar na prisão de foragidos.

“Eu penso que isso se torna uma oportunidade de ampliarmos a cooperação, de termos mais troca de informações, bloqueio do envio de armas para o Brasil, prisão de foragidos da Justiça brasileira nos Estados Unidos”, destacou.

Em abril, o governo de Donald Trump expulsou o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho do posto de oficial de ligação em Miami após ser acusado de tentar manipular o sistema migratório americano para acelerar a repatriação do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Ramagem chegou a ser detido nos EUA, mas foi liberado em seguida. O ex-deputado foi condenado a 16 anos de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o país antes do final do julgamento, em setembro de 2025.

Desde então, vive em Miami com a família. Em 25 de novembro, Moraes encerrou o processo e o deputado foi declarado foragido.O governo brasileiro já solicitou a extradição de Ramagem.

Em resposta, o Brasil chegou a retirar as credenciais de um oficial de imigração norte-americano lotado na sede da PF em Brasília, mas a medida foi revogada dias depois. Já o Itamaraty cancelou as credenciais e o visto de outro agente que atuava no país, que voltou aos EUA.

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