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A vergonhosa “papaguada” de Lula que a PGR não vê

A vergonhosa "papaguada" de Lula que a PGR não vê

Na convenção do PSB que relançou Geraldo Alckmin como vice de Lula nesta semana, o presidente deu, como de praxe, vários escorregões na língua portuguesa. Um chamou atenção em especial: ele inventou a palavra “papaguada” ao comentar as críticas de Javier Milei a ele e a Alexandre de Moraes.

O mais grave, contudo, não foi o tropeço verbal, mas a confissão feita no mesmo evento, e com total naturalidade, de que usou a influência do cargo para beneficiar um amigo com problemas com o plano de saúde.

Começando pela “papaguada”, como Lula classificou as críticas de Milei, a quem chamou também de “aquela coisa”, alguns meios de comunicação ignoraram a gafe linguística e simplesmente mudaram para “patacoada”, sinônimo de conversa fiada, mentira, lorota. Ao ouvir “papaguada” e escrever “patacoada”, os escribas cometeram sua própria patacoada, colocando na boca do presidente o que ele não falou.

Depois da papaguada, uma carteirada para ajudar companheiro

A regra básica do jornalismo, e da língua portuguesa, para ocasiões assim, é clara: as aspas devem reproduzir exatamente o que foi dito. Deveriam ter escrito papaguada, entre aspas e com SIC, indicando que talvez o presidente estivesse se referindo ao vocábulo patacoada. Ninguém, na verdade, sabe.