A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 50% de acordo com uma nova rodada da pesquisa Gerp divulgada nesta quarta-feira (22). O levantamento mostra um leve recuo de apenas 1 ponto percentual na comparação com o levantamento realizado há pouco mais de uma semana.
A pesquisa aponta que 43% dos entrevistados aprovam a gestão Lula, mas com uma dificuldade em avançar na percepção dos eleitores, que oscila negativamente na comparação com números registrados há um ano:
A Gerp ouviu 2 mil pessoas entre os dias 15 e 17 de julho nas cinco regiões do país. A margem de erro é de 2,19 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-05026/2026.
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Gerp divulga nova pesquisa para presidente; veja os números
Segundo o levantamento, 33% dos eleitores consideram o terceiro governo Lula como “péssimo”, contra 23% como “regular”, 18% como “bom”, 16% como “ótimo” e 8% como “ruim”. Dos entrevistados, 1% não soube responder.
A desaprovação a Lula é maior entre os brasileiros das regiões Sul (58%) e Sudeste (52), com renda de mais de cinco salários mínimos (65%), com ensino superior (57%) e evangélicos (64%).
A preocupação com a violência e a falta de segurança é disparada a maior entre todos os problemas relatados pelos entrevistados (54%), seguida pela corrupção (31%), falta de médicos e profissionais de saúde (19%), impostos (15%) e custo de vida (15%) muito altos. No caso da falta de segurança, a pior avaliação é da região Nordeste (58%), que vem enfrentando uma grave crise com o avanço das facções criminosas que agem no Sudeste.
Já a preocupação com a corrupção é maior entre os moradores do Sul (44%) e do Norte (42%). Os impostos muito altos são criticados principalmente pelos sulistas (25%) e moradores do Centro-Oeste (18%).
Ao longo do terceiro mandato de Lula, iniciado em janeiro de 2023, a avaliação do governo passou por uma inversão gradual, começando com índices de aprovação superiores aos de desaprovação. No entanto, os institutos de pesquisas passaram a registrar, a partir do segundo semestre de 2024, um crescimento consistente da rejeição, até que, em 2025, a desaprovação passou a superar de forma estável.
Os levantamentos apontam que esse desgaste está associado principalmente à percepção da população sobre o aumento do custo de vida, especialmente dos alimentos, e à sensação de falha no combate ao crime organizado. O crescente roubo de celulares e assaltos a mão armada passaram a ser fortemente creditados ao que seria uma omissão do governo.
Mesmo com indicadores econômicos como crescimento do PIB, queda do desemprego e aumento da renda em alguns períodos, a percepção do eleitor sobre a situação financeira pessoal tem pesado mais na avaliação do governo do que os dados macroeconômicos.