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Saúde

Dayvigo: remédio que promete revolucionar tratamento da insônia chega ao Brasil

Capaz de induzir um sono mais próximo ao natural e com menor risco de dependência, o medicamento Dayvigo (lemborexante) chega ao Brasil e inaugura o uso de uma nova classe de fármacos no tratamento da insônia.

São os antagonistas duplos dos receptores de orexina (mais conhecidos pela sigla em inglês dora), drogas que atuam no bloqueio de mensageiros químicos que nos mantem em alerta.

“A orexina é o neurotransmissor responsável por manter o cérebro acordado, ou seja, no estado de vigília“, explica o neurologista João Siffert, vice-presidente de Inovação da Eurofarma, que traz o medicamento para o país. “O lemborexante desliga esse estímulo de vigília de forma direcionada, permitindo que o sono fisiológico natural se inicie e seja mantido”.

A farmacêutica brasileira será a responsável pela promoção, distribuição e comercialização do Dayvigo no Brasil. Já a japonesa Eisai detém o princípio ativo e é responsável pela produção e registro sanitário do fármaco. Os comprimidos são fabricados no Reino Unido, de onde a Eurofarma importa.

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Como funciona?

O mecanismo dos “doras” se diferencia de outras classes de medicamentos por atuar de forma precisa na redução de neurotransmissores específicos, reduzindo o estado de alerta que dificulta pregar os olhos durante a noite.

, como o Zolpidem, do sistema nervoso, provocando um estado de sedação que é menos similar ao processo que ocorre no nosso corpo quando dormimos naturalmente.

Indicações

O Dayvigo é indicado para adultos com insônia de início ou de manutenção, ou seja, aqueles que tem dificuldade para começar a cair no sono (início) ou tem vários despertares durante a noite (manutenção).

Seu uso deve ser prescrito por um médico, após avaliação do quadro e de outras comorbidades. Por isso, não se automedique.

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Entre as condições que devem ser discutidas com o profissional estão: histórico de depressão e outros transtornos mentais, pensamentos suicidas, abuso ou dependência de drogas (inclusive álcool e outros medicamentos), cataplexia (perda súbita de força muscular), sonolência diurna e problemas pulmonares e hepáticos.

Não há estudos sobre a segurança do uso do medicamento em mulheres grávidas. Por isso, se a paciente pretende engravidar ou é gestante, as vantagens e os riscos do tratamento precisam ser discutidos em consultório. O mesmo se aplica aquelas que amamentam.

Contraindicação

O produto é contraindicado para pessoas com narcolepsia, distúrbio que causa sonolência diurna excessiva.

O medicamento é seguro, porém, os pacientes devem estar atentos ao risco de terem sono durante o dia. A bula alerta que, na manhã seguinte o uso, “sua capacidade de dirigir com segurança e pensar com clareza pode estar diminuída“, como é comum entre outros medicamentos para insônia.

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Eficácia e segurança

Segundo um estudo observacional publicado em 2024 por pesquisadores da Eisai, ao acompanhar 539 pacientes por 24 semanas, cerca de 81% tiveram melhora do quadro e uma pequena parcela apresentou efeitos adversos.

Entre os mais comuns estão sonolência (7,65%), pesadelos (1,76%), sonhos anormais (0,59) e paralisia do sono (0,2%). Não foram registrado eventos adversos graves. Em estudos clínicos anteriores também demonstraram segurança e eficácia do medicamento.

A bula do produto pode ser consultada no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Fonte

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