O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), indicador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mede quadrissemanalmente a “variação do custo de vida para famílias com renda entre 1 e 33 salários-mínimos mensais”, registrou alta de 0,64% na primeira quadrissemana de junho e, com isso, já acumula alta de 4,61% nos últimos 12 meses, maior percentual em cinco levantamentos.
O relatório foi divulgado na manhã desta segunda-feira (8) e demonstra, no detalhamento, um peso maior no custo com alimentação, que cresceu 1,57%. Na apuração anterior, o indicador marcava 1,29%. O restante do detalhamento mostra as seguintes categorias:
- Despesas diversas: 1,30% (antes era 1,38%);
- Habitação: 1% (antes era 1,18%);
- Vestuário: 0,78% (antes era 0,99%);
- Saúde e cuidados pessoais: 0,49% (antes era 0,47%);
- Educação, leitura e recreação: 0,25% (antes era 0,20%);
- Comunicação: 0,14% (antes era 0,09%);
- Transportes: -0,61% (antes era -0,71%).
A FGV também detalhou os itens que mais pesaram nos resultados positivos e negativos, com destaque para a batata-inglesa, cujo aumento passou de 45,17% para 47,60%. Do lado oposto, o etanol, que antes via uma redução de 6,90%, subiu, passando a uma queda a 7,02%. Os outros resultados detalhados são:
- Tomate: 17,17% (antes era 15,42%);
- Tarifa de eletricidade residencial: 3,07% (antes era 4%);
- Serviços bancários: 2,11% (antes era 2,35%);
- Condomínio residencial: 1,47% (antes era 1,73%);
Como influências no resultado negativo, são destacados:
- Café em pó: -3,42% (antes era -3,29%);
- Gasolina: -1,98% (antes era -2,01%);
- Celular: -1,13% (antes era -1,05%);
- Tarifa de ônibus: -0,91% (antes era -0,93%).
O cálculo considerou preços coletados entre 8 de maio e 7 de junho, comparados aos preços coletados entre 8 de abril e 7 de maio.