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CPMI do INSS vota convocação de Frei Chico nesta quinta-feira

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou que o colegiado vai votar nesta quinta-feira, 16, os requerimentos que pedem a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula e vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi).

“Vou incluir todos os requerimentos”, afirmou o presidente da CPMI do INSS a Oeste. “O que acontece é o seguinte: por que eu aceitei colocar o requerimento? Porque o presidente do sindicato veio para a comissão com habeas corpus para não falar nada. Então ele não falou nada.”

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Na semana passada, o colegiado recebeu o presidente do Sindnapi, Milton Baptista de Souza Filho, para prestar esclarecimentos. Contudo, o sindicalista decidiu ficar em silêncio e se recusou a responder as perguntas dos parlamentares.

“Se o presidente que poderia esclarecer todos os problemas não o fez, nós temos que chamar todos os outros que estão diretamente envolvidos”, destacou Viana. “E o vice-presidente do sindicato é o irmão do presidente da República. Queremos ouvir dele o que ele tem a dizer. O requerimento vai ser colocado. Se vai ser aprovado, aí é outra história.”

Segundo o parlamentar, o depoimento de Frei Chico é fundamental para esclarecer a relação do Sindnapi com o governo federal e o eventual apoio político às entidades que participaram do esquema de descontos indevidos sobre aposentadorias e pensões.

Depoimento de Cícero Marcelino na CPMI do INSS

Além da votação dos requerimentos relacionados ao Sindnapi, a CPMI ouvirá nesta quinta-feira o depoimento de Cícero Marcelino de Souza Santos, assessor do presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

A convocação foi apresentada pelos senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE) e aprovada pelo colegiado depois de a Polícia Federal apontar o depoente como operador financeiro central da “Operação Sem Desconto”.

De acordo com o requerimento de Izalci, Cícero facilitava a intermediação de acordos fraudulentos com o INSS, usando assinaturas falsas e documentos manipulados para validar descontos ilegais que atingiram centenas de milhares de beneficiários. O documento cita ainda enriquecimento suspeito, lavagem de dinheiro e a criação de empresas de fachada — entre elas o Terra Bank, um banco digital não autorizado pelo Banco Central.

Em outro requerimento, de autoria de Girão, o assessor é descrito como “elo central na cadeia de ocultação e distribuição dos valores desviados”, com repasse de recursos expressivos provenientes da Conafer. Segundo a Polícia Federal, parte das quantias teria sido redistribuída a outros integrantes do grupo e a empresas controladas por Cícero e por sua mulher.

Via Revista Oeste

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