A CPMI do INSS retoma, nesta terça-feira, 18, a oitiva para depoimentos de duas testemunhas importantes em investigações sobre fraudes no sistema previdenciário. A comissão inicia os trabalhos a partir das 9h, com foco em esclarecer o funcionamento de associações suspeitas.
Entre as pessoas chamadas está Cecília Rodrigues Mota, identificada pela Polícia Federal como presidente de fachada em entidades supostamente envolvidas em golpes contra aposentados e pensionistas. Requerimentos sugerem que ela liderou a AAPB e a AAPEN, organizações centrais no inquérito.
Detalhes das investigações sobre o INSS e viagens suspeitas

Segundo relatório da PF, Cecília realizou 33 viagens internacionais entre janeiro e novembro de 2024, com destinos como Dubai, Paris e Lisboa. “Em vários dos traslados, ela estava acompanhada de beneficiários diretos dos repasses financeiros”, afirmou o documento.
O alfaiate João Carlos Camargo Júnior também deve prestar esclarecimentos. Sócio administrador da Mkt Connection Group LTDA, ele aparece em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por receber transferências superiores a R$ 24 milhões da Associação Amar Brasil Clube de Benefícios.
Nesta segunda-feira, 17, a CPMI precisou cancelar a sessão programada em razão de apresentação de habeas corpus por parte da defesa dos depoentes. Thiago Schettini, empresário sob investigação, e Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador do INSS, justificaram ausência por motivos legais e de saúde, respectivamente.