Entre salários e penduricalhos, a diretoria dos Correios recebe quase R$ 8 milhões por ano. O grupo é formado por sete membros.
No topo, figura o presidente da estatal, com uma média mensal de mais de R$ 100 mil, entre honorários e benefícios, para comandar uma empresa deficitária.
Segundo os relatórios dos Correios, o honorário fixo do presidente é de R$ 53 mil. Mas soma-se ao salário uma lista de extras, a começar pelo pagamento da “Quarentena”, quantia idêntica ao honorário, depositada seis vezes ao longo do ano. Além disso, o mesmo valor é repetido mais uma vez, a título de “Ajuda de Custos”. A partir daqui, a conta já passou de R$ 1 milhão por ano — e não para por aí.
Plano de “penduricalhos’”
Todo mês, há o pagamento do “Auxílio-Moradia” (R$ 4,7 mil), “Auxílio-Alimentação” (R$ 1 mil) e do “Plano de Saúde” (R$ 750). Nesses dois casos, os valores são os mesmos para os sete membros do grupo.
Há ainda um depósito mensal de quantias proporcionais aos honorários: cerca de 15% como “Previdência Complementar”, por volta de 8% por “Gratificação Natalina” e quase 3% como gratificação de férias. Os honorários dos diretores são de R$ 46 mil.
De fato, os diretores ganham um pouco menos que o presidente. Porém, eles têm acesso aos mesmos tipos de penduricalhos. No fim das contas, a soma anual para cada um deles, com os extras, passa de R$ 1 milhão — e isso na estatal que ganhou o noticiário por estar à beira de um colapso nas contas.
Rombo nos Correios
De janeiro a setembro de 2025, os Correios já acumulam R$ 6 bilhões de prejuízo. É três vezes mais que o déficit do mesmo período do ano anterior. Os maus resultados levaram a estatal a negociar R$ 20 bilhões em empréstimos nos últimos meses.