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Correios ampliam perdas e registram prejuízo de R$ 3,1 bi no 1º tri

Correios tentarão mais um plano de demissão voluntária para reduzir rombo

Os Correios divulgaram, no último sábado (30), os resultados do primeiro trimestre de 2026, com um balanço que indicou prejuízo de R$ 3,1 bilhões. O resultado negativo praticamente dobrou o prejuízo em relação ao mesmo período do ano passado, quando a estatal acumulou um saldo negativo de R$ 1,7 bilhão.

Em seu comunicado, no entanto, a empresa declarou os dados como “positivos” e em conformidade com as “premissas estabelecidas no Plano de Reestruturação”. A instituição destacou o gasto com “passivos judiciais e precatórios”, que teria somado R$ 1,4 bilhão (ou 44% do prejuízo registrado no período), e afirmou que o desempenho foi “superior ao estimado” tanto nas receitas quanto no controle das despesas, resultando em um prejuízo “menor do que o anteriormente previsto”.

Em prejuízo recorde, no mês de dezembro de 2025 os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto aos bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A operação foi realizada com garantia da União e tem validade até 2040. Em fevereiro de 2026, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a empresa a contratar mais R$ 8 bilhões em operações de crédito, também com a garantia da União.

Lançado em 2026, um plano de demissão voluntária atingiu apenas um terço da meta: eram esperados 10 mil desligamentos, mas apenas cerca de 3,2 mil funcionários pediram demissão. Uma nova tentativa foi feita para chegar a cinco mil demissões em 2027. O Tesouro Nacional projeta que o rombo nas contas dos Correios pode chegar a R$ 9,1 bilhões até o final de 2026.

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