A candidata do Partido Comunista, Jeannette Jara, e o conservador de direita José Antonio Kast, do Partido Republicano, vão se enfrentar no segundo turno das eleições presidenciais do Chile.
Com 87% dos votos apurados, Jara conquistou 26,7%, e Kast 24,1% dos votos. Dessa forma, eles não podem mais ser alcançados pelos outros concorrentes. A nova votação ocorrerá em 14 de dezembro.
A direita dividiu votos ao não participar das primárias no meio do ano. Além de Kast, concorreram Johannes Kaiser, do Partido Nacional Libertário, com 13,9%, e Evelyn Matthei, da UDI, com 13%.
Por volta das 20h, ambos reconheceram a derrota e anunciaram apoio a Kast. “Vamos apoiá-lo porque a alternativa é Jeanette Jara”, disse Kaiser. Já Matthei parabenizou o candidato.
Criminalidade no Chile é tema central na campanha
Jara venceu as primárias da coalizão governista e tenta manter a esquerda no poder. O atual presidente, Gabriel Boric, não pode disputar a reeleição. A candidata, porém, enfrenta a baixa popularidade do atual governo. Durante toda a campanha, ela tenta, em vão, propor respostas à pauta de segurança pública, dominada pela direita.
Kast, por outro lado, fortaleceu seu nome ao explorar o tema da criminalidade no país. Ele propõe endurecer o combate ao crime organizado e à imigração ilegal. Analistas chilenos afirmam que a piora da violência urbana no país guiou o debate e impulsionou, portanto, candidaturas de direita.
A votação encerrou às 18h e ocorreu sem incidentes. A Justiça eleitoral deve divulgar os resultados finais ainda na noite deste domingo, 16.