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Como Eraí Maggi se tornou o novo Rei da Soja no Brasil

Como Eraí Maggi se tornou o novo Rei da Soja no Brasil

O empresário Eraí Maggi Scheffer, líder do Grupo Bom Futuro, consolidou sua posição como o novo Rei da Soja no Brasil. Com faturamento anual de R$ 6 bilhões, ele transformou uma pequena lavoura familiar no Paraná em um conglomerado gigante com sede em Mato Grosso, focando na produção primária.

Qual é o tamanho atual do império de Eraí Maggi?

O Grupo Bom Futuro, comandado pelo empresário, cultiva hoje mais de 700 mil hectares, uma área maior que países inteiros como Brunei e Cabo Verde. Além de produzir quase 2 milhões de toneladas de grãos por ano e ser uma potência no algodão, o grupo diversificou seus negócios para os setores de energia hidrelétrica e solar, logística e possui até o maior aeroporto privado da região Centro-Oeste, localizado em Cuiabá.

Como foi o início da trajetória da família no agronegócio?

A história começou de forma humilde na década de 1970, em São Miguel do Iguaçu, no Paraná. Os pais de Eraí cultivavam apenas 65 hectares como pequenos colonos. Com a morte precoce do pai em 1976, Eraí assumiu a gestão aos 18 anos. Sem crédito fácil, ele usou a estratégia de arrendar terras de vizinhos para aproveitar seus tratores, método que permitiu uma expansão agressiva mesmo com pouco capital próprio inicial.

Por que ele decidiu trocar o Paraná pelo Mato Grosso?

A migração ocorreu em 1982, impulsionada pelo alto custo das terras paranaenses e pelo incentivo federal para a abertura da fronteira agrícola no Cerrado. Com apoio financeiro do tio, André Maggi, a família arrendou a Fazenda Bom Futuro em Rondonópolis. O negócio era lucrativo porque os pagamentos eram feitos em sacas de soja, o que protegia a operação da inflação e da instabilidade econômica daquela época.