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Saúde

Chá de buganvília: conheça os possíveis benefícios para a saúde

Naturais da América do Sul e da América Central, as famosas buganvílias se destacam por sua beleza ímpar. Comumente usadas na decoração de jardins, especialmente em áreas quentes e ensolaradas, essas plantas ornamentais também apresentam propriedades que podem ser benéficas à saúde.

Não por acaso, o chá de buganvília – também conhecido como chá de primavera – é utilizado há séculos na medicina tradicional para aliviar tosses e outros problemas respiratórios.

A seguir, conheça detalhes sobre a flor que dá origem à infusão e descubra se o chá de buganvília realmente oferece benefícios à saúde.

Benefícios do chá de buganvília

Grande parte dos possíveis benefícios do chá de buganvília está relacionada aos compostos bioativos presentes na planta, sobretudo os flavonoides e outros compostos fenólicos naturais. Essas substâncias são frequentemente associadas a efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e antimicrobianos.

Por isso, a infusão preparada com as brácteas (estruturas que envolvem as flores) e as próprias flores da planta, deixadas em água quente por alguns minutos, é bastante utilizada na medicina tradicional. A bebida pode ajudar a .

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Também não é incomum encontrar a buganvília como corante nos setores alimentício, têxtil, farmacêutico e cosmético. Isso se deve às suas propriedades consideradas não tóxicas e à ampla variedade de cores proporcionada por seus pigmentos naturais.

No entanto, é importante ter cautela: gestantes, lactantes e crianças devem evitar o consumo sem orientação médica. Além disso, o chá de buganvília deve ser sempre encarado como um auxílio para aliviar sintomas, e não um tratamento de saúde propriamente dito. Nunca use a infusão para substituir o que o médico indicou.

A curiosa história da flor de buganvília

Buganvília é o nome popular derivado de uma série de flores que pertencem ao gênero Bougainvillea, tipicamente encontradas na forma de plantas ornamentais trepadeiras e espinhosas.

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Ela tem mais de 300 variedades de cultivo, o que leva a confusões na hora de identificar suas flores: as verdadeiras flores da planta são pequenas, de tom branco-amarelado e pouco chamativas.

As cores vibrantes que enfeitam jardins ao redor do mundo vêm, na verdade, das brácteas que envolvem essas flores. Elas podem ser brancas, rosas, amarelas, alaranjadas, violetas, magenta, fúcsia ou apresentar tonalidades intermediárias. Sua função é atrair polinizadores e ajudar a proteger os botões florais durante o desenvolvimento.

A planta foi documentada pela primeira vez em solo brasileiro. Durante a passagem do capitão francês Louis Antoine de Bougainville pelo Brasil, em 1767, ela foi coletada por Jean Barret, auxiliar do naturalista Philibert Commerson, que também integrava a expedição.

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O mais interessante é que Jean Barret, na verdade, chamava-se Jeanne Barret e só conseguiu participar da expedição ao se disfarçar de homem. Posteriormente, ela foi reconhecida como a primeira mulher a completar uma viagem de circunavegação.

A planta foi, assim, batizada em homenagem ao líder da expedição. E, como se adapta facilmente a diferentes ambientes, não demorou a se espalhar por todos os continentes, recebendo diversas denominações, como “primavera”, “três-marias”, “flor-de-papel” e “trepadeira-maravilhosa”.

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