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Saúde

5 exames que todo homem jovem deveria fazer para evitar surpresas depois

Existe uma ideia bastante conhecida de que homem só procura o médico quando algo já está errado. Embora seja um estereótipo, ela ajuda a explicar por que muitos jovens deixam de identificar precocemente doenças que poderiam ser tratadas com muito mais facilidade.

A boa notícia é que a medicina vem evoluindo para uma prevenção cada vez mais personalizada. Isso significa que nem todo homem precisa fazer os mesmos exames, mas alguns deles merecem ser conhecidos, porque podem fazer diferença quando existem sintomas, histórico familiar ou fatores de risco.

Mais importante do que pedir muitos exames é saber quais realmente podem responder às dúvidas levantadas durante a consulta.

Muito além do colesterol tradicional

Os continuam sendo fundamentais, mas hoje sabemos que algumas pessoas se beneficiam de uma avaliação mais detalhada.

As apolipoproteínas A1 e B ajudam a refinar o risco cardiovascular. A ApoB está relacionada ao número de partículas que favorecem a formação de placas de gordura nas artérias, enquanto a ApoA1 representa a principal proteína do HDL, o chamado colesterol “bom”.

A lipoproteína A (LpA) é um marcador genético de risco cardiovascular que não se altera com dieta ou estilo de vida. As diretrizes médicas atuais recomendam dosá-la ao menos uma vez na vida em adultos, especialmente em quem tem histórico familiar de infarto precoce.

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Em homens jovens com esse histórico familiar, colesterol alterado ou outros fatores de risco, essas dosagens podem oferecer informações adicionais importantes para orientar a prevenção.

Quando investigar os hormônios

Cansaço persistente, queda da libido, perda de massa muscular, dificuldade de concentração ou infertilidade podem justificar uma investigação hormonal.

Nessas situações, a dosagem da testosterona livre, interpretada em conjunto com a SHBG, permite uma avaliação mais precisa da quantidade de testosterona biologicamente disponível para o organismo.

Esses exames não fazem parte de um rastreamento para todos os homens, mas podem ser úteis quando existe uma suspeita clínica bem definida.

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Exames para saúde íntima: do autoexame ao ultrassom

Entre os 15 e os 35 anos, o câncer de testículo é o tumor sólido mais frequente nos homens. Apesar disso, muitos jovens nunca receberam qualquer orientação sobre a importância de conhecer o próprio corpo.

Embora o autoexame dos testículos não substitua a avaliação médica nem seja recomendado como um programa formal de rastreamento para toda a população, ele pode ajudar o homem a perceber alterações que merecem investigação.

Nódulos endurecidos, aumento do volume de um dos testículos, sensação de peso na bolsa testicular ou mudanças persistentes na consistência da bolsa testicular devem motivar uma consulta médica.

Nesses casos, o ultrassom testicular é o principal exame de imagem. Simples, indolor e sem exposição à radiação, ele permite identificar alterações como varicocele, cistos, inflamações e tumores, contribuindo para um diagnóstico precoce e maior chance de cura, quando necessário.

Outro exame importante é o doppler peniano, indicado principalmente para homens com dificuldade de ereção quando existe suspeita de alteração vascular. O exame avalia o fluxo sanguíneo do pênis e ajuda a diferenciar causas circulatórias de outros tipos de disfunção erétil

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Conhecer os exames não significa precisar deles

Um dos maiores avanços da medicina moderna foi abandonar a ideia de que prevenção significa solicitar o maior número possível de exames.

Na prática, bons exames são aqueles realizados no paciente certo, no momento certo e por uma indicação bem estabelecida.

Para alguns homens, bastará uma consulta periódica e exames laboratoriais básicos. Para outros, sintomas, antecedentes familiares ou fatores de risco justificarão uma investigação mais detalhada.

O mais importante é abandonar o hábito de procurar atendimento apenas quando o problema já interfere na qualidade de vida.

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Conhecer esses exames não significa que todos devam realizá-los. Significa entender que muitas doenças podem ser identificadas precocemente quando existe acompanhamento médico e uma investigação individualizada.

Em saúde, prevenir continua sendo muito mais simples do que tratar.

*Douglas Schreck é médico especialista em radiologia e diagnóstico por imagem do SIR-Mãe de Deus, coordenador do CDI-ultrassom do grupo Vila Nova (HRES) e membro da Brazil Health.

(Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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