Teresina - Piauí quarta-feira, 05 de agosto 28°C
Destaque / Política

Cerco às emendas avança e coloca Congresso sob pressão

Cerco às emendas avança e coloca Congresso sob pressão

As emendas parlamentares, que ganharam protagonismo na distribuição de recursos públicos nos últimos anos, entraram em uma nova fase de escrutínio institucional às vésperas das eleições de 2026. Em poucos dias, o Tribunal de Contas da União (TCU) classificou como de “risco intolerável ao erário” as fragilidades encontradas no controle das chamadas emendas Pix, enquanto o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino abriu uma nova frente de discussão ao questionar se deputados e senadores devem responder pelas escolhas feitas na destinação dessas verbas.

O novo movimento ocorre justamente quando o cronograma de execução das emendas prevê que 65% dos recursos obrigatórios fossem pagos até junho de 2026, antes do período de restrições imposto pela legislação eleitoral.

Na avaliação de especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, a coincidência entre o endurecimento dos controles e a antecipação da execução coloca o atual modelo das emendas sob seu maior teste desde que as verbas impositivas ganharam força.

Na quarta-feira (29), Dino determinou que Presidência da República, Câmara dos Deputados e Senado apresentem uma proposta de matriz de responsabilidades para identificar os agentes envolvidos em todas as etapas da execução das emendas parlamentares, incluindo a eventual responsabilidade dos próprios parlamentares que indicam os beneficiários dos recursos.