Teresina - Piauí sábado, 15 de agosto 29°C
Destaque / Internacional

Bukele proíbe linguagem neutra em El Salvador

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, proibiu o ensino da linguagem neutra em todas as instituições públicas de ensino do país centro-americano. A decisão governamental foi anunciada na última semana.

“A partir de hoje, a chamada ‘linguagem inclusiva’ está proibida em todos os centros educacionais públicos do nosso país”, afirmou Bukele, em postagem na rede social X. A publicação está no ar desde a última quinta-feira, 2.

A decisão contra o uso da linguagem neutra contou com apoio de Elon Musk. “Bravo”, enfatizou o empresário, que nas últimas semanas passou a promover campanha de boicote à Netflix por promoção da agenda woke. A plataforma de streaming se tornou alvo do empreendedor ao lançar uma série infantil na qual o protagonista é um adolescente transgênero.

Elon Musk: perfil no X intensifica apoio ao boicote contra a Netflix | Foto: Reprodução/Shutterstock

Decisão da ministra de Bukele contra a linguagem neutra

A decisão do governo Bukele em proibir o uso de linguagem neutra nas escolas públicas partiu da ministra da Educação de El Salvador, Karla Trigueros. De acordo com ela, a proibição se faz necessária para promover o uso adequado do idioma espanhol. Além disso, defende-se a preservação de crianças contra “interferências ideológicas”.

“Emiti uma instrução proibindo a chamada ‘linguagem inclusiva’ em todas as escolas públicas e departamentos da nossa instituição”, afirmou, pelo X. Karla. “Com essa medida, que deve ser rigorosamente aplicada em todo o país, garantimos o uso adequado da nossa língua em todos os materiais e conteúdos, além de proteger a primeira infância, as crianças e os adolescentes de interferências ideológicas que afetam seu desenvolvimento integral.”

Conforme o documento que a ministra da Educação de El Salvador divulgou, expressões como “amigue” e “companhere” não poderão mais serem citadas em sala de aula, assim como qualquer palavra com o “@” no lugar das letras “a” e “o”.

E mais: “A agenda woke do STF”, por Loriane Comeli



Via Revista Oeste

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.