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Brasileiro sargento em Israel morre em operação na Faixa de Gaza

O brasileiro Ariel Lubliner, sargento do Exército de Israel, morreu durante operação na região sul da Faixa de Gaza. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou a morte neste sábado, 30, em publicação no X.

Judeu, Lubliner, de 34 anos, era casado com a espanhola Barbara e pai de Lior, um bebê de nove meses. Ele formou-se em administração na Universidade Reichman, em Herzliya, e concluiu mestrado na Universidade de Haifa. Atuava como gerente de contas em uma fintech local.

“Ariel, que imigrou para Israel por amor à terra, foi convocado em 7 de outubro [de 2023] e, desde então, atuou com dedicação na defesa do Estado de Israel”, disse Katz. Ele expressou agradecimento pelos serviços prestados e condolências à família.

Segundo informações do jornal Times of Israel, as causas da morte de Lubliner seguem sob apuração das Forças de Defesa de Israel (IDF). A hipótese principal é que ele pode ter sido vítima de “fogo amigo” disparado por um militar israelense.

Ariel Lubliner vivia em Israel desde os 19 anos

A irmã de Lubliner, Priscila, afirmou que a família ainda está “anestesiada” diante da notícia da morte. “A gente sabe que isso acontece, mas nunca imagina que acontecerá com a gente. Está muito complicado e difícil de processar e conversar sobre isso”, disse ao jornal Correio Braziliense.

“O Ariel sempre foi uma pessoa muito especial, ele é especial. Não consigo falar no passado, porque, para mim, ele sempre esteve presente na nossa vida”, contou ao jornal. “Mesmo morando em Israel, a gente sempre conversou muito.”

Ariel Lubliner nasceu em Santo André (SP), onde viveu até os 19 anos, quando mudou-se para o Estado judeu. “Ele fez o Exército por um ano e meio. Para ele, era muito importante defender Israel”, relata. “Sempre estudamos em escola judaica e éramos ligados ao judaísmo, ao sionismo e a Israel. Para ele, fez muito sentido estar lá neste momento.”

Para Priscila, a maior dor é saber que o sobrinho vai crescer sem a presença física do pai. “É horrível isso. A guerra não é boa para ninguém, temos que lutar pela paz e pensar que os dois Estados têm que coexistir de alguma forma”, desabafa. “A guerra só traz desgraça e tristeza.”



Via Revista Oeste

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