Teresina - Piauí sexta-feira, 14 de agosto 33°C
Destaque / Internacional

Brasil é única ‘democracia’ a proibir o Rumble, diz CEO

O CEO da plataforma Rumble, Chris Pavlovski, comentou o restabelecimento das operações na França. Em publicação no X nesta quarta-feira, 15, ele afirmou que a decisão judicial da Justiça francesa deixa o Brasil junto apenas de Rússia, China e Coreia do Norte na lista de países que proíbem a rede social.

“O Brasil está sozinho como a única ‘democracia’ a bloquear o Rumble”, escreveu. “Isso mostra exatamente de que lado está o governo brasileiro — não é uma verdadeira democracia, mas está alinhado com China, Coreia do Norte e Rússia.”

O tribunal francês considerou que um e-mail enviado por um funcionário do governo, em 2022, não configurava uma ação administrativa válida. Com isso, o Rumble restabeleceu o acesso dos usuários franceses à sua plataforma, e o Brasil passou a ser a única democracia do mundo a manter o bloqueio à rede social.

O impasse na França começou quando autoridades do país solicitaram a remoção de determinados conteúdos da plataforma, sob ameaça de ação judicial. O Rumble preferiu suspender voluntariamente o acesso no país a cumprir as exigências.

O Rumble enfrenta restrições em diferentes partes do mundo, sobretudo em países de regime não democrático. Em 2024, também sofreu pressões na Austrália e na Nova Zelândia, onde autoridades solicitaram a remoção de vídeos considerados inadequados. Porém, nesses casos, o bloqueio não chegou a ser implementado.

Fundada em 2013, o Rumble é um provedor de serviços de nuvem e vídeos voltado à liberdade de expressão. Seu objetivo declarado é “restaurar a internet às suas origens, tornando-a novamente livre e aberta”.

Tribunal dos EUA declarou que as determinações de Moraes contra o Rumble não estão em conformidade com a Convenção de Haia, da qual o Brasil e os Estados Unidos são signatários | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Moraes bloqueou Rumble em fevereiro

O bloqueio da plataforma no Brasil foi determinado pelo Supremo Tribunal Federal em fevereiro deste ano. O ministro Alexandre de Moraes ordenou a suspensão do serviço depois de a empresa se recusar a cumprir determinações judiciais, como a remoção do perfil do jornalista Allan dos Santos.

Na ocasião, a decisão do Supremo estabeleceu que a suspensão permaneceria até que o Rumble nomeasse um representante legal no Brasil, pagasse multas pendentes e comprovasse o cumprimento das ordens judiciais. A Agência Nacional de Telecomunicações foi instruída a aplicar o bloqueio.

O Rumble afirmou, em comunicado à imprensa, que considerava a medida uma forma de “censura extraterritorial” e que avaliava “todas as vias possíveis para contestar a decisão”. A empresa também informou que o bloqueio afetou serviços de vídeo de outras plataformas que utilizam sua infraestrutura, como a rede social Truth Social, vinculada ao presidente norte-americano Donald Trump.



Via Revista Oeste

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.