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Até onde vai a rejeição a Flávio Bolsonaro e Lula

Até onde vai a rejeição a Flávio Bolsonaro e Lula

A eleição de 2026 para presidente da República se desenha para ser disputada, de fato, por apenas dois candidatos: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Assim como ocorreu nos dois últimos pleitos, a eleição deverá ser decidida muito mais pela rejeição do que pelas intenções de voto em cada um deles.

Ambos caminham nessa pré-campanha — a campanha oficial começa somente em agosto — com taxas de rejeição que beiram ou ultrapassam metade do eleitorado, de acordo com pesquisas Datafolha e Quaest dos últimos meses. Ou seja, quem tiver menos rejeição tende a vencer nas urnas em outubro.

Lula convive com uma rejeição significativa há anos, incluindo o embate contra Jair Bolsonaro (PL) em 2022, em um cenário parecido com o atual. A repulsa a Flávio, porém, é nova e partiu já em níveis altos quando anunciou a pré-candidatura no fim de 2025. E ao contrário de Lula, que se mantém praticamente no mesmo patamar, o senador tem o desafio de não ver a rejeição aumentar nos próximos meses.

No histórico das pesquisas eleitorais da Quaest deste ano, Flávio e Lula estão próximos no item “conhece e não votaria”, apesar de ligeira desvantagem para o parlamentar do PL. Ele tem 56% nesse ponto, enquanto o petista tem 53%. A diferença é que a rejeição de Flávio chegou a diminuir em abril, mas voltou a subir em maio e atingiu o maior patamar até agora (56%).