Teresina - Piauí quarta-feira, 23 de setembro 33°C
Destaque / Internacional

Ataque deixa filho de embaixador de Israel nos EUA gravemente ferido

Um motorista lançou deliberadamente o seu carro em direção a Neria Leiter; filho do diplomata Yechiel Leiter, e foi morto pelas forças de segurança

Yechiel Leiter, embaixador de Israel nos Estados Unidos, fala à imprensa em Washington, em maio de 2025. (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)

Neria Leiter, filho do embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, ficou gravemente ferido nesta quarta-feira, 23, em um ataque com veículo na Rodovia 443, perto de Beit Horon, na região de Binyamin. O israelense, de 38 anos, sofreu ferimentos na cabeça e foi levado em estado crítico ao Centro Médico Shaare Zedek, em Jerusalém. O terrorista foi morto pelas forças de segurança no local.

A polícia relatou, segundo o Israel Hayom, que o terrorista lançou deliberadamente o carro contra uma viatura da polícia do Distrito da Judeia e Samaria. Uma policial e um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) participavam de uma operação conjunta na região quando ocorreu o ataque. Neria estava entre os atingidos. Os médicos tentam salvar sua vida.

O caso representa uma nova tragédia para a família Leiter. Em novembro de 2023, Moshe Yedidya Leiter, irmão mais velho de Neria e major da reserva, morreu durante os combates em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza. Ele e outros militares foram atingidos por uma forte explosão.

Yechiel Leiter, que estava a caminho de Israel, pediu orações pelo filho. O embaixador, no cargo desde janeiro de 2025, agradeceu às FDI, aos profissionais do Shaare Zedek e às pessoas que se mobilizaram em apoio à família. Em uma mensagem divulgada antes de chegar ao país, afirmou acreditar no poder da oração e disse que o filho “precisa de um milagre”.

Relatos do filho do embaixador de Israel nos EUA

Meses antes do ataque, Neria havia relatado publicamente o impacto pessoal de retornar às forças de reserva. Em maio, depois de dois meses e meio de mobilização iniciada com a operação israelense no Irã, escreveu sobre o conflito entre o luto pela morte de Moshe e a decisão de voltar ao serviço militar. Disse que não conseguia permanecer em casa enquanto seus companheiros enfrentavam sucessivas convocações.

“Neria continuou a servir na reserva depois de perder seu irmão mais velho, Moshe Yedidya Leiter, de abençoada memória”, disse o pai. “Desde 7 de outubro, ele serviu centenas de dias na reserva em várias frentes. O terrorismo palestino busca arrancar o povo de Israel de sua terra. Eles escolhem a morte, nós escolhemos a vida.”

Neria também descreveu as condições enfrentadas durante uma passagem pelo Líbano: duas semanas sem banho, sono irregular, explosões, lama, poeira e cansaço constante. Apesar das dificuldades, afirmou considerar um privilégio participar daquele período e servir ao lado de pessoas dispostas a se sacrificar.

No relato, Neria destacou ainda a diversidade dos reservistas, ao reunir moradores do centro e da periferia, religiosos e seculares, casados, pais e solteiros. Segundo Neria, o grupo compartilhava a convicção de que era necessário cumprir a missão para permitir que a população israelense pudesse viver em segurança.

Moshe tinha 39 anos e seis filhos quando morreu. Morador de Ein Tzurim, havia servido na unidade de elite Shaldag e comandava uma companhia da reserva no 697º Batalhão da 551ª Brigada. Nascido em Hebron, em 1984, foi o primeiro bebê da comunidade judaica restabelecida no histórico bairro judeu da cidade. Estudante de medicina na Universidade Ariel, continuava prestando cerca de 80 dias de serviço na reserva por ano.

Fonte

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados.