Neria Leiter, filho do embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, ficou gravemente ferido nesta quarta-feira, 23, em um ataque com veículo na Rodovia 443, perto de Beit Horon, na região de Binyamin. O israelense, de 38 anos, sofreu ferimentos na cabeça e foi levado em estado crítico ao Centro Médico Shaare Zedek, em Jerusalém. O terrorista foi morto pelas forças de segurança no local.
A polícia relatou, segundo o Israel Hayom, que o terrorista lançou deliberadamente o carro contra uma viatura da polícia do Distrito da Judeia e Samaria. Uma policial e um soldado das Forças de Defesa de Israel (FDI) participavam de uma operação conjunta na região quando ocorreu o ataque. Neria estava entre os atingidos. Os médicos tentam salvar sua vida.
O caso representa uma nova tragédia para a família Leiter. Em novembro de 2023, Moshe Yedidya Leiter, irmão mais velho de Neria e major da reserva, morreu durante os combates em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza. Ele e outros militares foram atingidos por uma forte explosão.
Yechiel Leiter, que estava a caminho de Israel, pediu orações pelo filho. O embaixador, no cargo desde janeiro de 2025, agradeceu às FDI, aos profissionais do Shaare Zedek e às pessoas que se mobilizaram em apoio à família. Em uma mensagem divulgada antes de chegar ao país, afirmou acreditar no poder da oração e disse que o filho “precisa de um milagre”.
Relatos do filho do embaixador de Israel nos EUA
Meses antes do ataque, Neria havia relatado publicamente o impacto pessoal de retornar às forças de reserva. Em maio, depois de dois meses e meio de mobilização iniciada com a operação israelense no Irã, escreveu sobre o conflito entre o luto pela morte de Moshe e a decisão de voltar ao serviço militar. Disse que não conseguia permanecer em casa enquanto seus companheiros enfrentavam sucessivas convocações.
“Neria continuou a servir na reserva depois de perder seu irmão mais velho, Moshe Yedidya Leiter, de abençoada memória”, disse o pai. “Desde 7 de outubro, ele serviu centenas de dias na reserva em várias frentes. O terrorismo palestino busca arrancar o povo de Israel de sua terra. Eles escolhem a morte, nós escolhemos a vida.”
Neria também descreveu as condições enfrentadas durante uma passagem pelo Líbano: duas semanas sem banho, sono irregular, explosões, lama, poeira e cansaço constante. Apesar das dificuldades, afirmou considerar um privilégio participar daquele período e servir ao lado de pessoas dispostas a se sacrificar.
No relato, Neria destacou ainda a diversidade dos reservistas, ao reunir moradores do centro e da periferia, religiosos e seculares, casados, pais e solteiros. Segundo Neria, o grupo compartilhava a convicção de que era necessário cumprir a missão para permitir que a população israelense pudesse viver em segurança.
Moshe tinha 39 anos e seis filhos quando morreu. Morador de Ein Tzurim, havia servido na unidade de elite Shaldag e comandava uma companhia da reserva no 697º Batalhão da 551ª Brigada. Nascido em Hebron, em 1984, foi o primeiro bebê da comunidade judaica restabelecida no histórico bairro judeu da cidade. Estudante de medicina na Universidade Ariel, continuava prestando cerca de 80 dias de serviço na reserva por ano.