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Ao menos 16 candidatos registram “Bolsonaro” como nome de urna nas eleições

Após o encerramento das convenções partidárias, a Justiça Eleitoral já recebeu mais de 8,2 mil pedidos de registro de candidatura até a noite de quinta-feira (6). O prazo para o envio das candidaturas termina em 15 de agosto. Entre os nomes já registrados, ao menos 16 candidatos escolheram utilizar “Bolsonaro” como nome de urna.

Do total, 15 candidatos são filiados ao Partido Liberal (PL) e um ao Progressistas (PP). O levantamento não inclui o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) nem a candidata ao Senado Michelle Bolsonaro (PL-DF).

Apenas quatro candidatos pertencem à família

Embora 16 candidaturas utilizem o sobrenome Bolsonaro, apenas quatro pertencem à família do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre eles está o vereador Jair Renan Bolsonaro, de Balneário Camboriú (SC), que disputa novo cargo utilizando o sobrenome da família como nome de urna.

Também integram a lista Rogéria Bolsonaro, ex-esposa de Jair Bolsonaro e candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro; Renato Bolsonaro, irmão de Rogéria e candidato à Câmara dos Deputados por São Paulo; Marcelo Bolsonaro, primo do ex-presidente e candidato à Assembleia Legislativa paulista; e Valéria Bolsonaro, deputada estadual casada com um primo de segundo grau de Jair Bolsonaro, que busca a reeleição em São Paulo.

Sobrenome virou estratégia eleitoral

Outros candidatos adotaram “Bolsonaro” como parte do nome de urna, embora não pertençam à família do ex-presidente.

Entre eles estão Hélio Bolsonaro (PL-RR), candidato ao Senado; Bruno Sheid Bolsonaro (PL-RO), Jean Bolsonaro (PL-RJ), Renato Araújo do Bolsonaro (PL-RJ) e Negona do Bolsonaro (PL-RJ), que disputam vagas na Câmara dos Deputados.

Também aparecem Joel Bolsonaro (PL-RS), Capitão Mosart Bolsonaro (PL-SP), Fabiana Bolsonaro (PL-SP), Samanta Bolsonaro (PL-SP) e Clodoaldo Bolsonaro (PL-SP), candidatos às Assembleias Legislativas, além de Thiago Neves – Enéas Bolsonaro (PL-SP), candidato a deputado federal.

Outros nomes fazem referência a líderes políticos

A utilização de referências políticas também aparece em outras legendas.

No Rio Grande do Norte, o PT registrou Carlos Eduardo Xavier como “Cadu de Lula” para a disputa ao governo estadual e Samanda Alves de Freitas como “Samanda de Lula”, candidata ao Senado.

Já em São Paulo, o PL lançou o vereador Célio Morais, de Jaboticabal, para a Câmara dos Deputados com o nome de urna “Dr. Célio, Lula do Bem”.

Em 2022, a Justiça Eleitoral recebeu pouco mais de 29 mil pedidos de registro de candidatura. Neste ano, o número parcial ainda deve crescer até o encerramento do prazo legal para registro das chapas.

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