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Alcolumbre pauta PEC do Marco Temporal para a próxima semana

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para a próxima terça-feira, 9, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Marco Temporal para as terras indígenas. Na Casa legislativa, o tema entrará em discussão um dia antes do julgamento sobre o mesmo assunto no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

Esse é mais um sinal do acirramento da relação entre o Congresso Nacional e o STF. A harmonia entre os órgãos está abalada desde a decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo, que dificultou a abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte.

Gilmar é, aliás, o relator do caso no tribunal. No ano passado, o magistrado formou uma comissão que tenta chegar um texto consensual sobre a lei que adota o marco temporal.

Um movimento encabeçado pela Frente Parlamentar da Agropecuária atuou para aprovar, em 2023, um projeto de lei que limita demarcações de terras indígenas às ocupadas por eles até a promulgação da Constituição em outubro de 1988.

Aprovação do projeto sobre marco temporal

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Indígenas de várias etnias fazem caminhada para acompanhar em frente ao STF a votação do chamado marco temporal indígena — 8/9/2021 | Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Projeto nesse sentido foi aprovado em julgamento ocorrido em setembro de 2023, quando o STF declarou inconstitucional a tese. Desde então, os Três Poderes não conseguem chegar a um denominador comum. A proposta foi aprovada no Senado e na Câmara dos Deputados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, vetou. Consequentemente, as duas Casas legislativas votaram para derrubar o veto do petista.

A PEC do Marco Temporal incluiria a tese na Constituição. O texto é de autoria do senador Dr. Hiran (PP-RR) e estava travado na Comissão de Constituição e Justiça.

Nesta semana, em reação à decisão de Gilmar, Alcolumbre cobrou “reciprocidade efetiva” do STF para com a Casa Alta do Congresso. Além disso, o presidente do Senado pediu “genuíno, inequívoco e permanente respeito do Judiciário ao Poder Legislativo, suas prerrogativas constitucionais e a legitimidade das nossas decisões”.


Revista Oeste, com informações da Agência Estado

Via Revista Oeste

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