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Agro bancou a independência do Brasil

Embora Dom Pedro I tenha dado o Grito da Independência em 7 de setembro de 1822, Portugal não aceitou a separação do Brasil de imediato. O reconhecimento veio apenas três anos depois, em 1825, com o pagamento de uma indenização aos portugueses.

O valor acertado? Cerca de 2 milhões de libras esterlinas — de origem britânica, era a moeda de maior credibilidade na época, como o dólar é atualmente. O dinheiro para o pagamento veio por meio de empréstimos de banqueiros britânicos.

A operação ocorreu com o aval do governo do Reino Unido. Houve intermediação de uma das mais proeminentes famílias de banqueiros da história: os Rochtschild. As receitas alfandegárias ficaram como garantias do empréstimo.

O agro na economia da independência do Brasil

Na época, assim como hoje, o agro era a mola propulsora da economia nacional. Portanto, também a grande fonte de arrecadação de impostos do governo federal — a origem dos recursos do Estado. Segundo a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), mais de 80% das exportações brasileiras na época da independência eram oriundas do agronegócio.

Em 1821, o país faturou 4,3 milhões de libras esterlinas com exportações. O grande destaque era o açúcar, responsável por 30% de toda a renda do país no mercado externo. Na sequência, apareciam o algodão (21%), o café (18%) e os couros e peles (14%).

De fato, a atual balança comercial do país é mais diversa. Contudo o agro mantém papel proeminente, é responsável por praticamente metade de toda a receita nacional com o mercado externo. O setor tornou o país um dos pilares para a segurança alimentar do mundo, fundamental para independência e soberania do Brasil.

Via Revista Oeste

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