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Zucco pede convocação de Lewandowski na Câmara

O líder da oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), protocolou, nesta quarta-feira, 29, um requerimento de convocação do titular do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski. O parlamentar quer que o ministro explique a ausência do governo federal na megaoperação realizada no Rio de Janeiro contra a facção criminosa Comando Vermelho.

O documento foi apresentado na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Para Zucco, o confronto ocorrido na capital fluminense “não foi uma operação policial, foi uma guerra”. Ele afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tomou providências imediatas para ajudar o Estado do Rio de Janeiro.

“O governo federal se omitiu”, criticou Zucco. “O ministro Lewandowski precisa explicar por que a Polícia Federal ficou de fora e por que o governo Lula recusou, por três vezes, o pedido do governador Cláudio Castro para uso das Forças Armadas. Isso é gravíssimo.”

Segundo o líder da oposição na Câmara, a convocação do ministro é essencial para esclarecer se houve motivação política ou ideológica na decisão de negar o apoio federal à operação. Para Zucco, o episódio expõe uma crise de cooperação entre os entes federativos.

“Não é aceitável que divergências partidárias se sobreponham ao dever de proteger vidas”, criticou o deputado do PL do Rio Grande do Sul. “A Polícia Federal tinha conhecimento da operação, mas optou por não participar. Enquanto isso, policiais estaduais enfrentaram sozinhos criminosos fortemente armados. Onde estava o governo federal?”

Zucco defende equiparação de facções criminosas a terroristas

O parlamentar também reforçou que a oposição trabalha para votar o projeto de lei que equipara facções criminosas a organizações terroristas. Para Zucco, essa medida é fundamental para endurecer o combate ao crime no país.

“Quem coloca barricadas, aterroriza comunidades e impõe um estado paralelo precisa ser tratado como terrorista”, afirmou o parlamentar gaúcho. “O Brasil não pode mais ser refém do medo nem da leniência ideológica de um governo que fecha os olhos para o crime.”

Nesta quarta-feira, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP), anunciou que vai se licenciar do cargo para retornar à Câmara dos Deputados e relatar esta proposta.

Críticas à PEC da Segurança Pública

Zucco também criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, proposta pelo governo Lula. O deputado classificou como “um grave retrocesso institucional”. De acordo com ele, o texto busca centralizar o controle das polícias, enfraquecendo a autonomia dos Estados e abrindo espaço para o uso político das forças federais.

“Essa PEC não combate o crime, ela combate a autonomia dos Estados”, afirmou o congressista. “É uma manobra para dar mais poder ao Planalto e transformar a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal em instrumentos de controle político. O Brasil precisa de integração técnica, não de submissão política.”

Via Revista Oeste

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