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Vivemos agora as consequências de ter um ministro terrivelmente soviético

O partido Novo criticou há pouco, nas redes sociais, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que reconduziu o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, ao cargo, após decisão de ontem (08) do ministro André Mendonça, que havia atendido a um pedido da legenda.

No X, a legenda disse que o Supremo “não é uma instituição funcional” e que uma Corte constitucional “não pode ser a protagonista da política brasileira”. “Nada é mais urgente do que resolver estes escândalos e limitar o poder do STF”, completou o partido.

Em outro post, o Novo diz que vivemos atualmente “as consequências de ter um ministro terrivelmente soviético” e relembrou que fez uma “forte mobilização para que o Senado” rejeitasse Dino como ministro do Supremo, quando ele foi indicado ao cargo por Lula: “Nosso abaixo-assinado contra a indicação teve mais de 420 mil assinaturas. Não adiantou”.

Nesta manhã, ao suspender a decisão de Mendonça sobre Andrei, Flávio Dino alegou que o Novo não tinha legitimidade para pedir o afastamento do diretor-geral da PF. Segundo ele, a legenda “não possui legitimidade para requerer medidas cautelares em investigações criminais ou processos penais, como revela o próprio desenho normativo do Código de Processo Penal”.

O ministro, no entanto, ignorou a decisão de 2020 do colega Alexandre de Moraes, que atendeu a um pedido do PDT e concedeu liminar para suspender a nomeação e a posse de Alexandre Ramagem no cargo de diretor-geral da PF.

Dino afirmou ainda que o “desenho universal do processo penal” deixa os partidos políticos de fora. Segundo ele, as legendas “são instrumentos de luta pelo poder político, necessariamente porta-vozes de projetos e sentimentos de parte da sociedade”, mas é de “clareza solar” que “não são partes no processo penal”.

O ministro disse também que o Novo é “direta e imediatamente interessado” no afastamento de Andrei, “pois possui candidato à Presidência da República que busca sobrepujar o atual mandatário, candidato à reeleição”.

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