O vereador do Recife Thiago Medina (PL) anunciou que vai entrar com uma denúncia contra a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O motivo é a abertura de uma turma do curso de Medicina no campus do Agreste, em Caruaru, com 80 vagas destinadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para Medina, a iniciativa da UFPE fere o princípio da isonomia e cria um privilégio injustificado com dinheiro público. “É um absurdo utilizar recursos públicos para criar vagas exclusivas para um movimento político e ideológico”, disse o parlamentar. “Vamos acionar a Justiça para impedir que isso avance.”
Ele também afirmou que a universidade deveria adotar critérios técnicos e socioeconômicos amplos. Critérios válidos para todos os estudantes. Criticou a vinculação da oportunidade acadêmica a uma organização específica. Medina pretende acionar o Ministério Público Federal (MPF) e ingressar com uma ação judicial, caso a decisão seja mantida.
Ponto polêmico em edital que beneficia integrantes do MST
Um dos pontos mais polêmicos do edital é a exigência de que a redação do processo seletivo trate de temas ligados à reforma agrária, à educação do campo ou às comunidades rurais. A crítica recai no fato de que esse critério coloca em vantagem candidatos já alinhados ao movimento, restringindo o espaço de avaliação a um viés temático e ideológico.