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Trump vai apresentar a Netanyahu plano encerrar guerra em Gaza

Um encontro em Nova York, realizado na quinta-feira 25 foi palco da mensagem mais direta já transmitida pelos representantes de Donald Trump ao premiê israelense Benjamin Netanyahu: “O presidente acredita que chegou a hora de pressionar para encerrar a guerra. Bibi [apelido de Netanyahu], é hora”, disseram, segundo a emissora Kan News.

Os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner levaram a orientação de Trump de acelerar uma saída negociada para o conflito em Gaza. O objetivo da missão era preparar terreno antes da reunião entre Netanyahu e o presidente norte-americano, marcada para segunda-feira 29 em Nova York.

Trump tem na mesa um plano de paz de com 21 pontos. Prevê a libertação de todos os reféns em até 48 horas depois da assinatura de um acordo, em troca da retirada gradual das forças israelenses da Faixa. Há também a exigência de que Israel não ataque novamente o Catar, aliado dos EUA.

Fontes do governo de Israel disseram que a chance de uma retomada dos combates, caso o cessar-fogo seja firmado, é considerada “muito baixa”. Ainda assim, o gabinete de Netanyahu reforçou que qualquer arranjo futuro só será aceito se incluir a destruição completa do Hamas, ponto do qual Israel não pretende abrir mão.

O plano de Trump também inclui o fim da administração do Hamas, a desmilitarização do território com possibilidade de anistia a líderes do grupo que deixarem Gaza, a formação de uma força de segurança árabe, participação limitada da Autoridade Palestina na gestão civil, além de uma garantia dos EUA de que Israel não anexará áreas da Cisjordânia.

Outro item é a criação de um fundo de reconstrução financiado conjuntamente por Washington, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Plano de Trump para a Cisjordânia

O ponto da Cisjordânia ganhou destaque também em paralelo à Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Conforme revelou o site Politico, Trump teria deixado claro, em conversas privadas com líderes árabes, entre eles representantes de Arábia Saudita, Catar, Emirados, Egito e Turquia, que não permitirá que Netanyahu avance na anexação de territórios do enclave.

O encontro, de bastidores, contou com a apresentação do documento da equipe de Trump com estas propostas sobre governança e segurança no cenário pós-guerra.

Apesar da pressão norte-americana, Netanyahu e o ministro de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, já haviam manifestado forte resistência a alguns pontos da proposta durante contatos anteriores com aliados de Trump. Mesmo assim, Washington insiste em costurar um entendimento político antes da reunião bilateral de segunda-feira.

Via Revista Oeste

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