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Trump confirma encontro com Lula e pode negociar tarifas

Em meio à expectativa por conversas bilaterais durante a cúpula da Asean, em Kuala Lumpur, na Malásia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a possibilidade de um encontro com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e sinalizou disposição para negociar as tarifas sobre produtos brasileiros.

Durante entrevista no avião presidencial a caminho da Ásia, Trump respondeu sobre uma reunião com Lula. “Acredito que vamos nos encontrar, sim”, disse.

Em seguida, ao ser perguntado sobre a chance de reduzir as tarifas de 50% aplicadas aos produtos do Brasil, declarou que é possível. “Sim”, disse. “Sob as circunstâncias certas, com certeza.”

Expectativa para encontro entre Trump e Lula

Lula, durante entrevista coletiva na Indonésia nesta sexta-feira, 24 | Foto: Reprodução/YouTube
Lula, durante entrevista coletiva na Indonésia nesta sexta-feira, 24 | Foto: Reprodução/YouTube

No lado brasileiro, integrantes da delegação em Kuala Lumpur demonstraram otimismo depois das declarações do presidente norte-americano. Um alto funcionário confirmou que o encontro entre os líderes está agendado para o fim da tarde deste domingo, 26, no centro de convenções onde ocorre a reunião internacional.

Lula, ao ser abordado sobre o posicionamento de Trump, reforçou o interesse no diálogo. “Eu espero que role [o encontro]”, afirmou o brasileiro. “Eu vim aqui com a disposição de que a gente possa encontrar uma solução.”

Ele acrescentou que não há pré-condições impostas pelos dois lados e que pretende expor os problemas diretamente para buscar um consenso. “Pode ficar certo que vai ter uma solução”, afirmou Lula.

Desde sua chegada à Malásia, nesta sexta-feira, 24, Lula tem evitado críticas diretas ao governo dos EUA ou a Trump, apesar de se opor à presença militar do país na América do Sul, atualmente concentrada em ações contra Venezuela e Colômbia. Neste domingo, 26, militares norte-americanos devem realizar exercícios em Trinidad e Tobago, próximo ao litoral venezuelano.

Via Revista Oeste

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