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Trump afirma ter chegado a acordo sobre Gaza com Netanyahu

Declarações recentes sugerem avanços em negociações para encerrar o confronto na Faixa de Gaza. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 26, que acredita na existência de um acordo. Porém, evitou divulgar detalhes sobre o entendimento alcançado com Israel e países árabes.

O anúncio ocorre pouco antes de um encontro agendado com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em meio à Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante discurso na ONU, Netanyahu exigiu a libertação imediata dos reféns israelenses capturados durante o ataque de 7 de outubro de 2023 mantidos em Gaza. O dirigente prometeu “perseguir até o fim” aqueles que não aceitarem o ultimato israelense.

Nos bastidores, cresce a possibilidade de o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair liderar uma administração transitória em Gaza.

“Acho que temos um acordo”, disse Trump na Casa Branca, sem revelar detalhes. Segundo o canal BBC, o presidente acredita que o entendimento permitirá recuperar os reféns e encerrar a guerra. Ele já havia feito previsões semelhantes no início do ano, sem explicações concretas.

Trump quer que Israel entregue o controle de Gaza aos EUA

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em discurso na 80ª Assembleia da ONU | Foto: Reprodução/YouTube/ONU

Trump também defendeu a ideia de que Israel entregasse o controle de Gaza aos EUA para retirar os palestinos. Enquanto isso, Tony Blair articula liderar uma transição temporária em Gaza, apoiada pela ONU e por países do Golfo.

O escritório de Blair afirmou que ele não aceitará propostas que envolvam deslocamento da população. O ex-premiê britânico, que liderou o país na Guerra do Iraque, já se reuniu com representantes norte-americanos e, em agosto, conversou com Trump em Washington.

O enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, classificou o plano como “muito abrangente”.

Planos internacionais e reações políticas

Segundo a Economist e veículos israelenses, a proposta prevê a criação da Autoridade Internacional de Transição de Gaza (Gita), sob mandato da ONU por cinco anos. Tony Blair, que já atuou como enviado internacional para o Oriente Médio depois de deixar o governo britânico, é cotado para liderar a administração temporária.

O debate ganhou força depois de Mahmoud Abbas declarar disposição em colaborar com Trump e outros líderes para implementar um plano de paz baseado no reconhecimento do Estado palestino.

Na ONU, Netanyahu reiterou o ultimato pela libertação dos reféns e disse que a guerra pode terminar imediatamente se o Hamas aceitar as condições de Israel: desmilitarização de Gaza, controle de segurança mantido por Israel e criação de uma autoridade civil palestina comprometida com a paz.

O premiê também se dirigiu aos reféns: “Não nos esquecemos de vocês, nem por um segundo”, disse Netanyahu. “O povo de Israel está com vocês. Não descansaremos até trazê-los de volta”.

Via Revista Oeste

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