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TPI destitui procurador que pediu prisão de Netanyahu

Procurador do TPI que pediu prisão de Netanyahu é suspenso

A Assembleia dos Estados Partes do Tribunal Penal Internacional (TPI) confirmou nesta sexta-feira (24) a destituição do procurador Karim Khan por má conduta sexual, concluindo que ele cometeu “falta grave” e uma “violação grave de seus deveres” nos termos do Estatuto de Roma.

A presidente da Assembleia dos Estados Partes, a diplomata finlandesa Päivi Kaukoranta, declarou no encerramento da sessão na sede das Nações Unidas que o órgão determinou que Khan havia cometido “falta grave” e uma “violação grave de seus deveres” nos termos do Artigo 46 do Estatuto de Roma e, portanto, concordou em destituí-lo do cargo.

A decisão foi apoiada por 82 dos 125 Estados Partes com direito a voto, ultrapassando a maioria absoluta de 63 necessária para a destituição, especificou Kaukoranta.

Ela acrescentou que a decisão foi tomada após examinar a resolução adotada pela Mesa da Assembleia em junho, o relatório de investigação do Escritório de Serviços de Supervisão Interna das Nações Unidas (OIOS), as provas subjacentes, a análise de um painel independente e as alegações apresentadas por Khan e pela denunciante durante o processo.