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Tony Blair pode assumir governo de Gaza no pós-guerra

Uma proposta internacional prevê Tony Blair à frente de uma administração transitória em Gaza depois do conflito, segundo veículos israelenses. O ex-primeiro-ministro britânico está articulando com Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, para viabilizar o projeto.

A ideia é que Blair exerça uma função semelhante à de primeiro-ministro, liderando a Autoridade Internacional de Transição de Gaza (Gita). Este órgão seria responsável por governar o território por um período de até cinco anos, com base administrativa inicialmente localizada em el-Arish, no Sinai egípcio.

Modelo de gestão e participação palestina

O modelo de gestão proposto, inspirado nas experiências de transição em Timor Leste e Kosovo, sugere a formação de um conselho composto de sete membros e um secretariado de até 25 pessoas. A participação palestina está prevista, mas não está definido se o representante terá ligação com a Autoridade Palestina, chefiada por Mahmoud Abbas.

Apesar da experiência de Blair e de sua boa relação com Israel e países árabes, sua aceitação entre os palestinos é incerta. Aos 72 anos, ele já atuou como premiê britânico e foi um dos principais aliados dos Estados Unidos durante a invasão do Iraque em 2003, sustentada por acusações não comprovadas sobre armas de destruição em massa.

Depois de deixar o governo do Reino Unido, em 2007, Blair assumiu o cargo de enviado especial do Quarteto para o Oriente Médio, formado por ONU, EUA, União Europeia e Rússia, com o objetivo de preparar a criação de um Estado palestino, missão que terminou em 2015 sem avanços significativos.

Planos internacionais e próximos passos

A administração sugerida para Gaza faz parte de um plano de 21 pontos elaborado pelo governo Trump, apresentado na quarta-feira 24, a líderes de países muçulmanos. O tema será discutido com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta segunda-feira, 29, em Washington. A implementação depende de um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, capaz de encerrar quase dois anos de guerra no enclave palestino.

Via Revista Oeste

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