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Terrorismo de esquerda cresce nos Estados Unidos

Um levantamento da revista The Atlantic em parceria com o Center for Strategic and International Studies mostra que os ataques terroristas de esquerda cresceram nos Estados Unidos nos últimos anos. Pela primeira vez em mais de três décadas, as ações superaram as do que os responsáveis pelo levantamento atribuem ao que chamam de “extrema direita”.

O estudo analisou 750 ataques e planos de atentados no país de janeiro de 1994 a julho de 2025. Segundo os dados, a ascensão da esquerda radical começou em 2016, quando Donald Trump entrou em evidência política.

De 1994 a 2000, a diferença era ampla: enquanto a esquerda realizou apenas quatro ações, a direita fez 144. A partir da primeira eleição de Trump, porém, a curva mudou. De 2016 a 2024, ocorreram 37 ataques de esquerda, motivados principalmente por ressentimento partidário ou oposição ao governo.

Em 2025, já foram registrados cinco atentados ou planos de atentado até 4 de julho. Isso coloca o ano como o mais violento para a esquerda radical desde os anos 1980.

Outros casos recentes de ataque da esquerda contra a direita

Um dos casos mais graves aconteceu no Texas, no Dia da Independência, em 4 de julho deste ano. Um atirador abriu fogo contra policiais que atendiam a uma ocorrência em um centro de detenção do Serviço de Imigração. Um agente ficou ferido, e 14 suspeitos foram presos.

Apesar do crescimento, especialistas ouvidos pela The Atlantic lembram que a violência de esquerda ainda não se compara ao auge dos anos 1960 e 1970. Na época grupos extremistas, como o Weather Underground e o Exército Simbionês de Libertação, estavam ativos.

Os números também revelam diferenças na letalidade. Nos últimos dez anos, 36 ataques de esquerda mataram 13 pessoas. No mesmo período, 152 ataques da extrema direita provocaram 112 mortes.

“Condenar toda violência política também é um meio importante de romper o ciclo de desconfiança”, afirma a publicação. “Especialmente quando parte do próprio lado ou tem como alvo os adversários.”

Analistas ouvidos pela publicação ressaltam que a alternância no alvo das políticas de segurança pode ter efeito colateral. “Ignorar uma ameaça de longo prazo para enfrentar apenas a mais imediata pode ser fatal”, conclui o relatório da The Atlantic.

Via Revista Oeste

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